"O dia de Santo Antônio no Santuário São Francisco"

 14/06/2018 11:25:37


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – Hoje, 13 de junho, é o dia de Santo Antônio de Pádua, de Lisboa e do mundo inteiro. Muitas Igrejas estão em festa, celebrando o Santo mais popular do mundo. Missas, fogueiras, bênçãos, mastros, quadrilhas, comidas típicas, tudo é motivo para festejar o  santo que ocupa um lugar mais que especial na fé do povo de Deus. No Convento e Santuário São Francisco, no centro de São Paulo (SP), não foi diferente. Ainda não era dia e devotos e fiéis do santo franciscano já batiam à porta da Igreja, que é histórica e centenária. As missas começaram bem cedo, às 6h30.

Embalados pela conhecida e tradicional ladainha de Santo Antônio, nos arredores do Convento e Santuário, uma só voz ressoou: “Santo Antônio, rogai por nós, intercedei a Deus por nós”. Frei Gustavo Medella, Definidor Provincial, presidiu a Celebração Eucarística das 9 horas, marcando também o 13º dia e o encerramento da Trezena, contando com uma igreja lotada.

No ato penitencial, o frade recorreu ao Deus da vida e da misericórdia, rogando que abra o coração das pessoas e que estejam sempre disponíveis a crescer nas virtudes tão admiráveis de Santo Antônio.

Frei Gustavo iniciou sua homilia fazendo uma recordação da vida de Santo Antônio. Santo Antônio nasceu em Lisboa e recebeu de seus pais o nome de Fernando. Sua primeira experiência como religioso foi com os Cônegos agostinianos, por isso ele se chamava Dom Fernando, e ainda muito jovem se transferiu para o mosteiro em Coimbra, Portugal. Lá ele conheceu alguns franciscanos que partiam em Missão para Marrocos na África, a fim de pregar o Evangelho de Jesus Cristo. Depois ele teve contato e soube que aqueles franciscanos tinham sido martirizados, por conta de seus testemunhos. Ao se deparar com aquela experiência, Antônio sentiu em seu coração um grande desejo de servir com maior radicalidade ao Senhor e ao seu Evangelho, e assim decidiu e resolveu tornar-se franciscano, recebendo o nome de Frei Antônio.

Segundo Frei Medella, como um bom franciscano, Antônio aprendeu desde cedo a seguir Jesus Cristo ao modo de Francisco e abraçou a virtude da humildade (humildade vem de húmus, e quer dizer terra fértil, onde o fruto tem chance de nascer). “Humildade tem aquele que não perde as suas raízes e não esquece suas origens e sabe que pela graça de Deus é cheio de virtudes, as quais precisam sempre ser confrontadas com os vícios e as insuficiências que todos nós trazemos dentro do coração”, frisou.

Fazendo referência ao sermão de Santo Antônio, sobre o episódio das tentações de Cristo, Frei Gustavo citou Antônio dizendo: “Jesus Cristo foi tentado à gula no deserto, foi tentado a vangloriar-se no templo e foi tentado à avareza no alto do monte”.

Segundo ele, estas são as três provocações que o diabo faz a Cristo. “Assim como tentou Jesus, na gula, na vanglória e na avareza, também continua a nos tentar. Nos tenta a gula quando queremos praticar o jejum. E jejum, meus irmãos e minhas irmãs, não diz respeito apenas à abstinência de alimentos, ou alimentar-se da medida certa, mas sim a outras necessidades e escolhas que fazemos ao organizar nossa vida. Hoje em dia, em tempos de tecnologia, internet e celular, e de muitas distrações, um jejum fundamental sobre o qual precisamos estar atentos é em relação ao nosso tempo. Como temos administrado o nosso precioso tempo?”, refletiu o frade dizendo que com facilidade, com muita frequência, pode-se cair em distrações fúteis.

Sobre a tentação a vanglória, o frade destacou, com base nos ensinamentos de Santo Antônio, que muitas pessoas por se sentirem próximas de Deus, cumpridoras e observantes das leis, acabam ‘se achando’ superiores aos outros, portando-se como autossuficientes na fé.

“E, diz ainda que o diabo tentou Jesus a avareza no alto do monte. Diz Santo Antônio: ‘ele nos tenta no alto de nossos cargos e funções’. Seja na igreja, na família ou no ambiente profissional, como cristãos, cada cargo ou função deve ser uma oportunidade de colocar-se a serviço dos outros, dos irmãos”, ressaltou Frei Gustavo

Que pena que os homens públicos não se dão conta desta verdade, e com muita frequência se entregam à tentação da avareza. “Mas não olhemos apenas para eles, olhemos também para nós, que na simplicidade do dia a dia podemos sucumbir à avareza. Também na Igreja cada cargo e ministério deve ser um serviço. Graças a Deus, aquele que ocupa o cargo máximo da Igreja nos mostra isso com muita clareza. Quanto mais subiu, mais se colocou a serviço, como servo e discípulo de Jesus. Esse é o nosso Papa Francisco. O maior privilégio que um cristão pode ter é o de se colocar a serviço. Isso é o que Antônio, Francisco e Jesus nos ensina”, finalizou.

Mônica Dutra Milani é devota de Santo Antônio a longa data e partilhou seu testemunho: “Eu estava rezando a Trezena e pedindo discernimento da minha vocação, isso em 2006. Fui a uma capela de Santo Antônio, no dia 13 de junho, para falar sobre a vida dele. Falei que ele era pregador, ajudava os pobres e que a fama de casamenteiro havia surgido por causa do milagre do dote para uma devota. Na saída, um rapaz se apresentou e me parabenizou por ser uma jovem católica praticante, falando na Igreja. Pouco tempo depois, começamos a namorar. Somos casados há 10 anos e temos 3 filhos. Todos somos devotos de Santo Antônio. Paz e Bem”, disse ela.

As atividades deste dia 13 de junho continuam com bênçãos dos freis durante todo o dia, comidas típicas, bolo e pão de Santo Antônio, Stand vocacional, artesanatos e muito mais. Às 15 horas, Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar e Vigário Episcopal da Região Sé de São Paulo, presidirá a solene Celebração Eucarística. Além da celebração das 15 horas, também terá missa às 13h30, 16h30 e 18h.

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"Dar sabor à vocação a que fomos chamados, pede Frei Diego"

 14/06/2018 11:22:36


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – Desde o dia 1º de junho, fiéis, devotos e frequentadores do histórico e centenário Convento e Santuário São Francisco, situado no Largo São Francisco em São Paulo (SP), celebram a Trezena de Santo Antônio. E, nesta terça-feira, 12 de junho, a Celebração Eucarística das 15 horas marcou o 12º dia da Trezena de Santo Antônio e teve como tema: “Santo Antônio e o Pão da Vocação”. O Animador Vocacional da Província Franciscana da Imaculada Conceição, Frei Diego Melo, foi o celebrante e também o pregador. Segundo ele, o primeiro grande chamado que todas as pessoas recebem é o chamado à existência.

O pregador iniciou a homilia perguntando quem dos presentes tinha vocação. Algumas pessoas levantaram a mão, outras não, por isso o frade explicou que todas as pessoas possuem uma vocação. “Às vezes ouvimos esta palavra e automaticamente associamos aos padres, religiosos a religiosas, como se somente eles tivessem uma vocação. Nós possuímos uma vocação, sim, porém todos somos vocacionados”, diferenciou.

Segundo Frei Diego, que trabalha diretamente no acolhimento de jovens que querem experimentar a vida franciscana, a palavra vocação significa chamado, vem de vocare, e significa uma voz que chama. O primeiro grande chamado que todos recebem é o chamado à vida, de modo que ninguém pode pensar estar aqui por acaso.

“Todos nós, ainda que tenhamos sido frutos de um relacionamento de nossos pais que não deu certo, fomos concebidos porque Deus nos escolheu e nos chamou para esta primeira grande vocação: a vocação à vida”, ressaltou.

Para Frei Diego é a partir do chamado à existência que o ser humano vai se construindo e se lapidando aos moldes de Deus. “Vamos construindo a nossa história e a nossa existência tentando responder a outros tantos chamados, porque o chamado de Deus é contínuo, acontece hoje amanhã e depois”, disse ele.

O jovem frade também falou sobre as vocações matrimoniais, religiosas, sacerdotais e laicais. “Existem também os leigos e leigas que dão testemunho de uma vocação bonita e necessária na Igreja. Todos possuem uma vocação e um chamado de Deus”, enfatizou o celebrante.

Referindo-se ao Evangelho do dia, o pregador revelou que é necessário dar uma resposta à vocação que Deus chama. “Que seja de fato uma resposta cheia de sentido! Quando Jesus pede, não somente para alguns, mas para todos nós, que sejamos sal da terra e luz do mundo, Ele quer dizer que independentemente de qual for a vocação, é importante dar sentido à existência. Você como pai ou como mãe, viva essa vocação específica, com paixão, vigor, sentido. Ser sal da terra e luz do mundo significa não ‘empurrar com a barriga’”, realçou.

Frei Diego ainda lembrou que neste dia 12 de junho celebra-se o Dia dos Namorados. Segundo ele, não é difícil ver em alguns relacionamentos que existem pessoas que não sabem se estão ou não felizes, ‘empurram com a barriga’, repetiu. “Não estão dando o verdadeiro sabor que Jesus pede àquele relacionamento, àquela vocação”, completou.

“O sal ele não existe para si mesmo, existe para o outro e para dar gosto às coisas. Ou seja, Jesus pede para sermos sal da terra. Ele está dizendo para vivermos para os outros, dando sabor à vida do outro. Só assim descobriremos o valor e o sabor da própria vida. Por isso, em um relacionamento é muito importante termos bem claro isso, não nos fechando ao outro, mas, sim, nos preocupando e nos doando”, destacou.

Frei Diego afirmou que o convite de Jesus se estende. Ele também convida a ser luz do mundo. Uma luz que não exista apenas para iluminar a si mesma, mas sim as coisas que estão a sua volta. “Quem é luz é capaz de brilhar e de fazer aparecer a beleza das cores, das formas, das coisas que estão ao seu redor. Você, com certeza, conhece pessoas que são sal da terra e luz do mundo. Gente que dá gosto de estarmos perto. Gente que pela simples presença transmite uma força e alegria por aquilo que faz”, mencionou.

Frei Diego se lembrou do fato da mudança de congregação de Santo Antônio, dos Cônegos Regulares para os franciscanos. Para ele, Santo Antônio é colocado como um exemplo e um referencial vocacional, porque ele foi alguém que buscou viver com paixão a sua vida. Vida esta que foi tão intensa que até nos dias atuais ilumina outras vidas. “Quem descobre a sua vocação e abraça com paixão e de fato acredita que Deus esta chamando para aquilo, ilumina a vida dos irmãos. Dá sabor e agrega!”, sublinhou.

O POUCO COM DEUS É MUITO

Fazendo referência à primeira leitura, Frei Diego mencionou a pobre viúva que possuía apenas um punhado de farinha e um pouco de óleo numa vasilha. Segundo ele, ao atender o pedido de Elias, ela soube partilhar do pouco que tinha.

“O que ela tinha Deus multiplicou e nunca mais lhe faltou. Quando partilhamos daquilo que temos, seja do pouco da nossa história, vida, conhecimento, dos nossos dons, da nossa vocação, sempre multiplicaremos e o ‘pote nunca se esvaziará’. Quem de fato está sempre preocupado em ser sal e luz na vida dos outros, sempre tem pra dar, sempre tem uma palavra, uma direção porque Deus faz multiplicar. Saibamos exercer a partilha sendo sal da terra e luz do mundo”, finalizou o pregador.

13 DE JUNHO – FESTA DE SANTO ANTÔNIO

Missas às: 6h30, 7h30, 9h, 10h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30 e 18h.

Bênção durante todo o dia, comidas típicas, bolo e pão de Santo Antônio, Stand vocacional, artesanatos e muito mais. Prestigie.

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"“No rosto do outro brilha o rosto de Deus”"

 11/06/2018 22:50:04


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – Quem vive nas proximidades do Convento e Santuário São Francisco já sabe que, em determinadas horas do dia, o sino da Igreja, histórica e centenária, anuncia o início das missas. E, nesta segunda, 11 de junho, não foi diferente. Ao som das badaladas do sino teve início o 11º dia da Trezena de Santo Antônio. Frei Diego Melo, animador do Serviço de Animação Vocacional da Província Franciscana da Imaculada Conceição, foi o presidente da Celebração Eucarística do meio-dia e falou sobre o tema: “Santo Antônio, o Santo da Fraternidade”.

O pregador Frei Diego afirmou com convicção que o pão da fraternidade é de extrema importância e necessidade para todos. Fraternidade vem de frater, que significa irmão. Segundo ele, a fraternidade pode ser constituída por laços humanos sanguíneos, mas também espiritual. “É aquela fraternidade que conjuga e agrega pessoas que geram vínculos fraternos de irmãos e irmãs e que nasceram a partir de um espírito de fé de um carisma”, explicou.

ALÉM DOS LAÇOS SANGUÍNEOS

O celebrante também destacou que muitas pessoas têm outras que não são irmãos de sangue, mas que se consideram como se fossem. “Quase todos nós temos pessoas que não conviveram conosco desde crianças, que não vêm do mesmo seio familiar, mas que são tão irmãos como os de sangue. Isto é a fraternidade! Vai além dos laços de sangue”, ensinou o jovem frade.

Referindo-se ao Evangelho do 10º Domingo do Tempo Comum, onde Jesus diz que seus verdadeiros irmãos e irmãs são aqueles que fazem a vontade de Deus, o pregador acentuou que a fraternidade nasce do alto.

“Santo Antônio, seguidor de São Francisco, sabia que existia outra fraternidade. Além do irmão de sangue e das pessoas que sempre estão ao nosso lado, existe a fraternidade cósmica. Por isso, os franciscanos chamam o pássaro de irmão pássaro, o sol de irmão sol. Por este motivo, São Francisco, no final da vida, criou o belíssimo ‘Cântico do Irmão’ sol dizendo: ‘Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão sol, irmã chuva, irmã terra, inclusive a irmã morte ele considerava também como bem vinda, porque ela era a chave de acesso a vida eterna. Olha só a beleza do carisma franciscano: fraternidade é o que nos liga e nos faz próximos, nos colocando assim em uma grande comunhão com os nossos semelhantes e inclusive com todas as criaturas”, ressaltou o frade.

NOSSO DIFERENCIAL

O pregador recordou que Santo Antônio não era franciscano, mas que ao ver os primeiros frades que iam até Marrocos anunciar a Palavra de Deus, e que depois voltaram mortos dentro de caixões como mártires, Frei Diego afirmou que Santo Antônio decidiu se tornar franciscano pelo diferencial da fraternidade.

Segundo ele, muitas pessoas dizem que os franciscanos são da pobreza. “Não! Nós temos evidentemente o nosso carisma voltado para os mais pobres, mas o que nos identifica é a fraternidade, é reconhecer que no outro também esta a presença de Cristo”, frisou Frei Diego. Segundo ele, é pelo amor dos frades aos pobres, excluídos e marginalizados que brilha o rosto de Deus. “E foi isso que encantou Santo Antônio, e por isso ele passou para a ordem franciscana, para obter fraternidade”, sublinhou.

Para o pregador, é muito cômodo viver entre as pessoas que possuem o mesmo ideal e partilham da mesma fé, porém corre-se o risco de se acomodar, caindo muitas vezes na grande tentação do fechamento e isolamento. “O Evangelho de hoje nos ajuda a entender que a fraternidade não existe para si mesma, mas para os outros. Jesus disse: ‘Vão para o mundo de dois a dois e anunciem que o Reino dos Céus está próximo’, é para isso que existe a fraternidade, para ir ao encontro daqueles que estão necessitados”, enfatizou.

NO ROSTO DO OUTRO BRILHA O ROSTO DE DEUS

“Uma relação de fraternidade que se fecha em si mesmo, é autocentrada, autorreferencial e não esta na dinâmica do Evangelho. A verdadeira fraternidade sempre é aberta e inclusiva. Se você tem um irmão ou uma irmã, e são amigos, mas não há espaço para outras pessoas, reveja, porque pode ser que não exista fraternidade e sim exclusividade, dominação. E não é isso que o Evangelho de hoje propõe”, realçou.

Frei Diego revelou que nos dias atuais é um desafio estar próximo do irmão que pensa diferente, que reza diferente, que se relaciona diferente, é uma grande tentação, disse ele. Porém, é necessário dar abertura para a verdadeira fraternidade.

Para o pregador é muito fácil dizer que somos devotos de Santo Antônio, e que comungamos do carisma franciscano. “Portanto, assumindo isso significa dizer que  somos abertos para todas as pessoas. Um exemplo bem concreto é a casa da família de vocês, se ela é bem visitada ou não, e se vocês estão vivendo uma verdadeira relação de fraternidade, que inclui e que agrega. Os nossos conventos são a mesma coisa. Uma fraternidade que possui uma boa relação, sempre incluirá e oferecerá amor àqueles que precisam e que estão próximos”, completou.

“Que Deus nos ajude a entendermos este grande dom da fraternidade tão necessário nos dias de hoje. Reconhecer que no rosto do outro brilha o rosto de Deus, seja ele de outra nacionalidade, crença ou até mesmo orientação sexual. Que saibamos reconhecer que todos formamos uma grande fraternidade, por que somos filhos de um mesmo Pai”, desejou o celebrante encerrando sua homilia.

Na oração dos fiéis, o frade que recentemente viajou à Itália, rezou a oração que se encontra diante da Tumba onde está o corpo de Santo Antônio, em Pádua:

“Ó querido Santo Antônio, eis-me diante de ti. Sei que tu falas aos homens com os exemplos da tua vida santa. Vim aqui para agradecer-te por todas as vezes que tu estiveste próximo a mim, principalmente nos momentos de provação e de dor, e por todas as vezes que intercedeste por mim e por aqueles que me são caros. Vim até aqui trazido pelas necessidades e confiante na tua bondade compassiva que a todos sabe consolar. Tu vês o meu coração e sabes daquilo que agora tenho necessidade.

Peço-te, encarecidamente, que fales, em meu nome, ao Pai das Misericórdias. Sei que sou fraco na fé, mas tu que possuis esta virtude de modo admirável e a suscitastes nas multidões com a pregação, faze com que ela seja reavivada mais forte e pura dentro de mim. Ó Santo Antônio, vem em socorro da minha pobreza e afaste o mal da minha alma e do meu corpo. Ajuda-me a colocar sempre a confiança em Deus, especialmente nos momentos de provação.

Abençoa o meu trabalho e a minha família. Obtém de todos a bondade do coração de modo que possam continuar hoje a tua compaixão para com os pobres e sofredores. Ó meu protetor, te peço que correspondas à confiança que sempre coloquei na tua intercessão diante de Deus.  Amém”.

Após a comunhão, como de costume, o frade sorteou um brinde da Editora Vozes. Em seguida, abençoou a todos com a relíquia de Santo Antônio. Nesta, terça-feira, a Celebração Eucarística do 12º dia da Trezena de Santo Antônio será às 15 horas, e contará com o tema: “Santo Antônio o Pão da Vocação”. Por coincidência, a santa missa será presidida também por Frei Diego, que atualmente trabalha na Animação Vocacional da Província.

PADARIA DO CONVENTO A TODO VAPOR

Visando a grandiosa festa de Santo Antônio, os freis, somente nesta segunda (11/06), preparam mais de 400 pães. São muitas variedades e opções. Não deixe de conferir, você poderá adquirir na portaria do Convento que fica no Largo São Francisco em São Paulo (SP). Os pães tem um diferencial: o toque franciscano.

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"“Permaneçamos insistentes na esperança”"

 11/06/2018 09:36:35


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – “Santo Antônio nunca esteve tão vivo como nos dias de hoje”, disse o Pe. Sextílio Bortolo Focchesatto, da Igreja Santo Antônio da Praça do Patriarca em São Paulo (SP), local de onde teve início a procissão de Santo Antônio, às 10 horas deste domingo, 10 de junho, 10º Dia da Trezena de Santo Antônio. Paroquianos e devotos do santo franciscano levaram a imagem carregada no andor até o Convento e Santuário São Francisco, no Largo São Francisco. Ornamentado não só pelas flores que o circundavam, o andor também teve companhia das crianças trajadas com vestes de anjos, que deram um tom celestial à Celebração Eucarística, das 10h30, presidida por Frei Gustavo Medella, e concelebrada por Frei Diego Melo e Frei José Lorenz Führ.

Partindo da liturgia do 10º Domingo do Tempo Comum, Frei Gustavo iniciou sua homilia lendo um poema do poeta Mário Quintana intitulado “Esperança” (leia ao abaixo).

ESPERANÇA
“Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…”

Segundo o frade, o Evangelho apresenta uma cena onde os parentes de Jesus pensam que Ele estava ficando louco. Querem até agarrá-lo porque pensam que Ele estava fora de si. E o poema fala de uma louca que se chama esperança, referindo-se ao tema do dia do 10º dia da Trezena: “Pão da Esperança”.

Para o pregador, o modo de Jesus se apresentar mostra que de fato Ele estava impregnado nessa loucura chamada esperança. “Não pode estar muito bem da cabeça quem manda que amemos os nossos inimigos, rezemos por aqueles que nos perseguem e façamos o bem a quem nos faz o mal”, sublinhou.

Pensando friamente, a partir do crivo da razão apenas, esse modo de agir entra no juízo e instinto de sobrevivência ou de vingança das pessoas, parecendo mesmo que é loucura! Segundo o celebrante, para termos esperança precisamos também dessa dose homeopática e necessária de loucura.

“Ser esperançoso é ser teimosamente otimista, insistentemente otimista. É ‘fincar o pé’ numa teimosia para o bem, mesmo quando a situação parece estar difícil, mesmo quando tudo parece não dar certo, manter aceso em si a coragem de continuar acreditando, de seguir apostando, de olhar diante de si um horizonte bonito que nos chama à superação, que nos chama a dar a volta por cima e que nos chama a ser teimosos naquilo que aprendemos de Nosso Senhor Jesus Cristo”, ensinou o frade.

Para ele, a desonestidade, corrupção e egoísmo parecem estar tomando conta da sociedade. Por isso, pediu que as pessoas sejam mais honestas, solidárias e generosas. “Só pra contrariar! Só porque quero abraçar esta loucura chamada esperança, vivida pelo louco Jesus e pelos loucos santos que souberam trazer para suas vidas este sentimento e esta postura”, acrescentou.

“Os corintianos não dizem que são um ‘bando de loucos’? Nós, cristãos, também podemos dizer que queremos ser um ‘bando de loucos’. Desta loucura de quem abre o coração e se coloca à disposição de quem precisa. Mesmo sem saber o que vai dar no final”, enfatizou.

Referindo-se à fala do Papa Francisco que disse preferir uma Igreja em saída, que vai ao encontro dos irmãos e daqueles que precisam, Frei Gustavo convida a todos a permanecerem insistentes na esperança.

“Vamos teimar na esperança, não vamos entregar os pontos fácil, não! Vamos buscar fazer a diferença a partir daquilo que está ao nosso alcance. Santo Antônio também teve muitos motivos para perder a esperança. Passou dificuldades, teve uma grave enfermidade, sofreu muito com dores, morreu jovem, mas Ele segurou e reteve em si a esperança que vem de Deus. Na sua fragilidade, ele soube colocar-se a serviço do Reino com tanto carinho. Por isso, ele não morreu mas continua vivo dando-nos este caminho e injetando em nossos corações esta dose de esperança, que se faz necessário para seguirmos em frente. Não tenhamos medo de partilhar o pão da esperança, para assim fortes seguirmos a nossa caminhada na direção da construção do aqui e agora de nossa vida, do reino e do mundo sonhado por Deus”, pediu o pregador.

Após a comunhão, Frei Odorico Decker, que possuiu um repertório vasto, brindou a todos tocando músicas na sua gaita de boca, como de costume. Foi calorosamente aplaudido. Também receberam muitas salvas de palmas o grupo de flautistas do Santuário. Ao som das flautas, Santo Antônio e São Francisco foram louvados neste dia. Em breve postaremos o vídeo aqui. E para finalizar a manhã, no interior do Convento foi servida uma deliciosa macarronada. Nesta segunda (11/06), a Trezena acontecerá às 12 horas e terá como tema: “Santo Antônio, o Santo da Fraternidade”.

787 ANOS DA MORTE DE SANTO ANTÔNIO

Antes da missa iniciar, Frei Gustavo concedeu a palavra ao Pe. Sextílio Bortolo Focchesatto, que fez memória de alguns aspectos e fatos da vida de Santo Antônio. Ele lembrou que Antônio, naquele tempo ainda recém-formado na Universidade de Coimbra, acolheu na sua casa a visita dos frades franciscanos que estavam de viagem para Marrocos, para lá pregarem a Palavra de Deus, e que depois voltaram mortos, mártires.

Segundo ele, este fato tocou profundamente Antônio que quis também conhecer São Francisco e entrar na Ordem do Frades Menores, recém-fundada de São Francisco. “E aqui um fato muito importante: Francisco foi visitar Antônio e hoje nós fizemos o inverso, Antônio veio até aqui visitar Francisco. É um fato bonito este entrelaçamento e contato muito pessoal e maravilhoso entre estas duas igrejas que são próximas: Santo Antônio e São Francisco”, ressaltou.

Pe. Sextílio ainda disse que São Francisco e Santo Antônio não têm ciúmes entre um e outro, sempre foram santos, cada qual a sua maneira. E informou que na próxima quarta-feira, 13 de junho, farão 787 anos da morte de Santo Antônio, ou seja, faltam poucos anos para a grande celebração dos 800 anos da morte de Antônio.

“Vocês acham que Antônio morreu?”, perguntou o padre e ouviu os presentes dizendo que não. “Nunca esteve tão vivo como hoje em dia. Cada um é santo da sua maneira. Francisco e Antônio continuam amigos lá na casa do Pai, cada um intercedendo junto aos seus devotos. Que São Francisco e Santo Antônio intercedam por esta grande cidade de São Paulo e pelo mundo!”, pediu.

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"“Tenhamos a coragem de abraçar a loucura divina”"

 09/06/2018 23:22:42


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – Nem mesmo o frio de São Paulo (SP) espantou os devotos e fiéis de Santo Antônio neste sábado, 9 de junho. O 9º dia da Trezena aconteceu às 15 horas e teve como celebrante e pregador o Definidor Provincial Frei Gustavo Medella. Frei Marx Rodrigues dos Reis serviu ao altar como diácono. A Igreja novamente ficou repleta dos devotos franciscanos, que fielmente participam da Trezena. Frei Gustavo foi enfático ao afirmar que Santo Antônio, em sua vida, teve uma certa dose de loucura.

A liturgia do Evangelho do 10º Domingo do Tempo Comum serviu de base para o início da reflexão do frade. Segundo ele, quando souberam que Jesus foi para casa, os seus parentes saíram para agarrá-lo porque diziam que estava fora de si. “Jesus está louco! Jesus perdeu a cabeça! Jesus não responde mais por seus atos. Não sabe o que faz. Precisa ser internado. Vamos atrás dele para impedir que Ele siga nessa loucura que tem apresentado”, disse

O pregador ressaltou que, num olhar frio e racional, de fato aquilo que Jesus propõe tem um certo nível de loucura. “Espanta e assusta à primeira vista mandar amar os inimigos; rezar por quem nos persegue; fazer o bem a quem nos maltrata. Quanta loucura! Quanta atitude que não tem explicação a partir de uma lógica. A lógica da vingança, do devolver com a mesma moeda, do ‘deu e levou’”, observou.

Por outro lado, é tão diferente que até contraria a natureza e o instinto dos seres humanos. Segundo Frei Gustavo, contrariava muito a vida e a visão de Deus que aquele povo tinha. “Àquele povo ainda estava preso. É o mesmo Deus que diante da falha e da incoerência de Adão e Eva, tinha oferecido a eles um castigo e os tinha expulsado do paraíso”, explicou.

Jesus, no entanto, em profunda sintonia com Deus, que é Pai, vem e apresenta a sua face amorosa, amiga, próxima e por isso choca e espanta até mesmo os seus próprios parentes que O julgam louco.

“Olhando para a vida dos santos, também percebemos episódios assim. Vemos que quase todos eles buscaram viver em sua radicalidade o amor a Deus e ao próximo. Logo quando se converteu, os amigos de Francisco também diziam que ele estava ficando louco. Porque aquele que diante da lógica humana, daquilo que seus próprios amigos ambicionavam, já era filho de rico, tinha uma vida pela frente para ascender, para se tornar um nobre, de repente considera tudo isso secundário e desprezível e se entrega ao seguimento de Cristo”, contou o celebrante.

IMPORTANTE É SER FIEL ATÉ O FIM

Apontando para a imagem de Santo Antônio, Frei Gustavo disse que este santo também teve uma certa dose de loucura. Na história dele, o episódio em que ele decidiu se tornar franciscano também traz em si uma certa ousadia.

“Quando ele era cônego agostiniano, na cidade de Coimbra, em Portugal, e ainda se chamava Dom Fernando, viu os missionários franciscanos passando pela sua terra em direção ao Marrocos, na África. Soube depois aqueles missionários, por causa da sua fé e de sua pregação, foram martirizados. Ele se encantou com a história e decidiu ser franciscano. Vontade de morrer? Não! É a vontade de se engajar de tal modo no amor a que Deus o chamou que dar a vida quase se torna secundário. Importante é ser fiel até o fim”, disse, afirmando que os cristãos precisam desta dose de loucura e de ousadia para também aumentar a qualidade do seguimento a Jesus Cristo.

Focando no tema do dia, “Santo Antônio e o Pão do Perdão”, o pregador afirmou que perdoar não deixa de ser um ato de loucura, um ato de ousadia. O pão do perdão, ao contrário do que se pode pensar, muitas vezes é um pão indigesto, amargo e difícil de ser mastigado e engolido. O perdão é uma conquista e uma decisão que se alcançam com muita entrega, renúncia e sofrimento.

Fazer o exercício do perdão é fazer a mesma experiência de Francisco quando abraçou o leproso. Mais tarde, Francisco escreveu em seu Testamento – na época de Francisco a lepra não tinha tratamento – que era asqueroso para ele olhar um leproso, mas o Senhor Deus teve misericórdia não do leproso, mas dele e o levou para o meio deles. E aquilo que lhe parecia amargo tornou-se doce.

“Está é a experiência. Como vamos nos aproximar de quem nos ofendeu tão profundamente? Como poderemos voltar a ter uma boa relação com que cometeu injustiças conosco? Como poderei novamente confiar em pessoas que traíram a minha confiança?”, refletiu o frade.

Para ele, é neste momento que se faz necessário digerir a atitude de perdoar e de apostar novamente na força do bem, possibilitando e criando novas chances. “Busquemos uma reaproximação com aquela pessoa com que tive dificuldade e também peçamos perdão. É preciso tomar consciência de nossos exageros, injustiças e preconceitos. É com a graça de Deus que alcançamos a humildade para ir ao encontro daqueles que porventura tenhamos magoado, ofendido ou decepcionado”, exortou o pregador.

“Tenhamos a coragem de abraçar esta loucura divina. Não tenhamos medo de sermos generosos e entusiasmados na prática do perdão. O pão do perdão pode parecer, às vezes, indigesto e amargo, mas depois ele nos traz a doçura de um coração aliviado, livre e desprendido de mágoas e tristezas para amar. Que o Senhor nos ajude e que Antônio nos mostre o caminho junto ao seu Pai Francisco. Que nós tenhamos a coragem de abraçar esta loucura que é amor de Deus por nós e que é o perdão que Ele nos oferece e nos chama a oferecermos mutuamente”, finalizou Frei Gustavo.

No final da celebração, como é de costume, Frei Odorico Decker, prestigiou a todos com uma bela música, intitulada “Ave Maria”. Veja no vídeo acima.

ALMANAQUE DE SANTO ANTÔNIO 2019

Frei Edrian Pasini, editor da tradicional Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, da Editora Vozes de Petrópolis (RJ), fez o lançamento do Almanaque de Santo Antônio do próximo ano.

Segundo o frade, já é costume, durante o período da Trezena de Santo Antônio, realizar o lançamento do Almanaque, que vem de uma tradição milenar de egípcios, gregos, romanos e hindus.

Frei Edrian destacou que, historicamente, as pessoas já tiveram contato com outros almanaques, tais como de farmácia, conhecimento geral e também almanaques mais específicos (científicos) ou de outras áreas. “O nosso Almanaque apresenta o calendário civil, litúrgico, agrícola e também o de astronomia. Além disso, ele traz muitos temas tais como: contos, culinária, curiosidades, dicas diversas, temas de ecologia e educação, folclore, e outro destaque são também os passatempos e o cuidado com a saúde”, frisou o editor.

Além do lançamento do Almanaque, também foi lançado neste sábado, 9 de junho, o livro “Orações do Cristão Católico”, de autoria de Frei Edrian. É um livro que traz orações do devocionário familiar católico. Trata-se de orações que se aprendem com os pais e os avós e que são transmitidos de gerações para gerações.

O Almanaque custa R$ 17,00 e o Livro R$ 7,90. Com R$ 22,00 você poderá adquirir os dois na lojinha do Convento São Francisco ou também no dia 13/06, dia de Santo Antônio, na Paróquia Santo Antônio do Pari, em São Paulo, onde também será realizado o lançamento.

ARRAIÁ FRANCISCANO

Ainda não era dia e os freis, paroquianos e colaboradores do Convento e Santuário já estavam de pé para a Festa Junina do Santuário, o batizado “Arraiá Franciscano”. Barracas com comidas típicas e com brincadeiras garantiram a diversão de quem passava pela praça em frente à Igreja do Largo São Francisco de SP. A festa começou às 11 horas e seguiu até às 19 horas. Teve até dança da quadrilha. Ninguém ficou de fora e os moradores em situação de rua, que vivem na região, foram convidados para  dançar e animar o público que prestigiou o evento.

CONFIRA MAIS IMAGENS DO 9º DIA DA TREZENA, DO LANÇAMENTO DO ALMANAQUE DE SANTO ANTÔNIO E TAMBÉM DO ARRAÍA FRANCISCANO


"Santo Antônio sabia que no fundo do coração humano existe fome de amor"

 08/06/2018 22:27:23


Frei Augusto Luiz Gabriel


São Paulo (SP) – O 8º dia da Trezena de Santo Antônio no Santuário e Convento São Francisco teve como tema: “Santo Antônio, o Pão do Amor”. Nesta sexta-feira, 8 de junho, a Celebração Eucarística presidida por Frei Diego Atalino de Melo e concelebrada pelo diácono Frei Marx Rodrigues dos Reis, realizou-se às 15 horas e contou com fiéis e devotos não só de Santo Antônio, mas também do Sagrado Coração de Jesus. O celebrante iniciou a celebração colocando no altar de Deus as intenções pelo Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.


“Se é do coração do homem que sai as melhores coisas e os mais nobres sentimentos, é também de lá que saem tantas coisas que agravam o nosso Senhor. Reconheçamos o que torna o nosso coração duro e nos afasta do amor de Jesus”, motivou Frei Diego.


Frei Diego explicou a solenidade do Sagrado Coração de Jesus voltando ao século XVI, o tempo em que houve a revelação do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Alacoque. Naquele tempo havia uma heresia chamada jansenismo, criada pelo bispo holandês Cornelius Otto Jansenius. Este movimento pregava uma religião fria, dogmática, uma religião e um Deus distante das pessoas. “Ele era tão rígido nas suas pregações que dizia que muito dificilmente alguém conseguiria chegar à graça da salvação. Pregava e impunha aos fiéis este rigorismo. Ele incentivava a comunhão espiritual porque era muito difícil alguém estar em estado de graça. Na visão dele, quase ninguém merecia se aproximar do Santíssimo Sacramento. Dizia inclusive que o sacramento da reconciliação não apagava os pecados e que na verdade, além da confissão, precisaríamos fazer ainda muitas obras de reparação. Era extremamente rigorista como se Deus fosse punitivo, e que nós os seus filhos, devêssemos viver a vida toda com medo. Foi uma heresia que, inclusive, depois a Igreja condenou por não ser o verdadeiro Evangelho de Jesus”, explicou o celebrante.


Jesus se revelou a Santa Margarida, com um coração aberto e chagado, e pediu que ela difundisse por toda a terra que o coração Dele não é duro, que Ele é Deus, mas Ele é também homem. Foi neste contexto – explicou o frade - que tivemos a revelação do Sagrado, tão difundida na Igreja e hoje elevada a solenidade.


Segundo ele, quando falamos de coração, não falamos apenas do músculo que vai bombeando sangue. “O coração tem tantos sentidos metafóricos... falar de coração significa falar daquilo que é essencial, falar de coração significa falar de vida, falar de coração significa falar de caráter, de índole, de sentimento, de nobreza, ou também o contrário disto tudo. Falar de coração significa falar do âmago das pessoas de onde saem muitas coisas boas e também ruins e negativas”, acentuou.


Frei Diego chamou a atenção para a beleza desta celebração. “Olha que coisa bonita: Nosso Senhor quis se mostrar como um Deus que tem um coração. E o Evangelho de hoje nos diz que Jesus, quando estava lá no alto da Cruz, teve seu lado aberto de onde jorrou água e sangue. A princípio não há nada de extraordinário nisso. O extraordinário está exatamente em Jesus nos mostrar que Ele, lá na cruz, é Homem, é um ser humano como todos nós, que temos um coração igualzinho ao Dele e que se furarem o nosso coração vai jorrar sangue e água também”, refletiu.


“Jesus quer nos mostrar que assim como o coração Dele jorrou sangue e água, e mais do que isso, que o coração Dele foi o templo dos mais nobres sentimentos, das mais nobres intenções, o seu coração, o meu coração, o nosso coração também pode ser este sacrário que guarda as coisas mais nobres. É isto que Jesus esta querendo mostrar em cada um de nós”, destacou o pregador.


Para Frei Diego, falar de coração, falar da nobreza e grandiosidade que todo ser humano possui, significa falar de um desejo que todo ser humano tem de amar e ser amado.


“Hoje nesta Trezena, a proposta que Santo Antônio nos traz é de apresentar o pão do amor. Santo Antônio sabia que não bastava dar somente alimento material para as pessoas, ele sabia que no fundo do coração humano existe fome de amor. Por isso, ele nos apresenta também este pão do amor. Ele sabia muito bem que este pão do amor era e é entregue através dos gestos de humanidade, cordialidade, respeito, educação. Ele como um bom franciscano entendeu a mística e a profundidade da encarnação de um Deus que se fez homem como nós. Não de um Deus lá das alturas, distante e diante do qual muitas pessoas tinham medo, não! Santo Antônio apresenta este Deus encarnado em Jesus, através do amor. E para falar deste amor de Jesus, Santo Antônio certamente nos remete à Palavra, à Sagrada Escritura”, ressaltou.


Retomando a 1ª Leitura da liturgia do dia, Frei Diego disse que o jeito de amar de  Deus e como uma mãe que nos acaricia e oferece amor. “E Santo Antônio nos mostra que diante de Jesus nós não podemos e não devemos ter medo. Diante do coração aberto, existe lugar para nós nos achegarmos e nos escondermos”, frisou.


Segundo o pregador, São João apresenta um belo Evangelho. “Ele, mais do que ninguém, sabia muito bem como era o coração de Jesus. Aquele discípulo que tinha ouvido o coração de Jesus bater e entendia bem qual era sintonia e o jeito de ser do coração de Jesus, percebeu e narrou para nós neste Evangelho que aquele coração que foi pregado na cruz era um coração humano que jorrou sangue e água”, sublinhou.


 “Irmãos e irmãs, parece coisa boba, mas está mais do que na hora de resgatarmos a cordialidade, simpatia, delicadeza, amor, respeito. Essas virtudes tão humanas que estão carregadas de amor e do modo de ser do Coração de Jesus”, concluiu, pedindo: Que o Sagrado Coração de Jesus nos ajude a sermos como o coração Dele. Que o Sagrado Coração de Jesus nos ensine a sermos peritos em humanidade!

Após a comunhão, Frei Diego convidou todos a cantarem uma estrofe da música ‘Coração Santo Tu Reinaras’ lembrando que a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus é também o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. E, após a bênção com o relicário de Santo Antônio, Frei Marx aspergiu os presentes com água benta.


Neste sábado, a Trezena de Santo Antônio será às 15 horas e contará com o tema: “Santo Antônio o Pão do Perdão”. Além da Trezena, a partir das 11h até às 19h, na praça em frente ao convento acontecerá a Festa Junina.


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"“Que a verdade seja sempre Jesus, o Cristo em nossas vidas”"

 08/06/2018 22:23:25


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – No sétimo dia da Trezena de Santo Antônio, no histórico Convento e Santuário São Francisco em São Paulo, a Igreja novamente ficou repleta de fiéis e devotos do santo franciscano mais popular do mundo. Nesta quinta-feira (7/6), às 15 horas, Frei Mário Tagliari presidiu a Celebração Eucarística, Frei José Lorenz Führ, que acabara de chegar da missão Tiriyó, no interior do Pará, concelebrou. Frei Marx Rodrigues dos Reis serviu o altar exercendo o ministério do diaconato.

Logo no início, Frei Mário deu o tom da Celebração, falando sobre o tema escolhido para o dia: “Santo Antônio, o Santo da Verdade”: “Que a verdade seja sempre Jesus, o Cristo em nossas vidas. Por isso, nos deixemos acolher e abraçar pela verdade que é próprio Deus, traçando sobre nós o sinal da Cruz”, pediu o frade.

“Cantamos na oração atribuída a São Francisco, ‘onde houver erros que eu leve a verdade’, e Santo Antônio, em um dos seus sermões, diz que ‘a verdade convence e a nossa linguagem é penetrante quando é nosso agir que fala’. Pelas vezes que nosso agir não fala da verdade que é Jesus, da verdade que é Deus e que é a nossa opção de seguidores e discípulos de Jesus, peçamos perdão”, rezou Frei Mário no ato penitencial.

Na homilia, o pregador começou perguntando: “Quem é a nossa verdade? Quantas vezes deixamos de ser verdadeiros? Ao agir assim, qual o meu parâmetro para verdade? É o que eu acho? Cada um tem uma verdade diante de Deus. Mas será que a verdade daquilo que eu realmente sou é a que eu passo às pessoas com quem convivo? Santo Antônio já dizia, e novamente irei repetir aqui: ‘A verdade convence e a nossa linguagem é penetrante quando é nosso agir que fala’. Corremos o risco de falar algumas coisas que não têm nada a ver com o nosso agir, e assim começam nossos pecados”, disse o pregador.

“Na 1ª Leitura da Carta de São Paulo, vemos o apóstolo já algemado e sabendo que seu fim estava próximo. Então, ele escreve uma carta para Timóteo e diz que suporta qualquer coisa para alcançar a salvação que esta em Cristo. Isto é a verdade suprema que todos nós deveríamos buscar. E São Paulo ainda diz: ‘Merece fé esta Palavra, se com ele morremos e com ele viveremos’. Assim se dispôs Santo Antônio a morrer pela verdade, pela palavra. Quem coloca como fundamento de vida o próprio Cristo viverá e morrerá com Ele”, explicou Frei Mário.

E citando São Paulo, Frei Mário ressaltou: ‘Se lhe formos infiéis, Ele permanecerá fiel a nós’. “Eu não gosto quando nas confissões a pessoa diz que pecou e Deus está muito ofendido com ela. Está ofendido nada! Nós podemos ofender a Deus? Eu acredito que não. Senão ele deixa de ser Deus. Ele é amor, dedicação, ternura, compaixão é solidariedade por nós. Ele sabe, sim, aquilo que somos – imagem e semelhança de Deus – porque deixamos de ser parecidos com aquilo que deveríamos ser. Isso pregava Santo Antônio. Pregava o Evangelho e convidava as pessoas a serem coerentes com esse Evangelho. Ontem refletimos que ele falava com tanta veemência a verdade, denunciava a injustiça, proclamava o Evangelho mas de forma simples e humilde, caridosa, perdoando, ajudando os pobres”, relembrou o pregador.

SANTO NÃO É AQUELE QUE NÃO PECA

E continuou dizendo: “Empenha-te em apresentar-te diante de Deus como homem digno de aprovação, como operário que não tem de que se envergonhar, mas expõe corretamente a palavra da verdade. Parece que a leitura de hoje foi escolhida para o tema do dia da Trezena, mas não foi. São Paulo diz para cada um de nós”, afirmou.

“É claro, somos pecadores. São Paulo mesmo diz “faço o bem que quero, faço o mal que não quero”. Diz São Francisco para os frades: ‘Tira a graça de Deus do seu confrade e só sobram seus vícios e pecados’, aquilo que somos humanamente. Mas ter consciência de nossas fraquezas e de nossas limitações já é nos colocar no caminho da verdade. Santo não é aquele que não peca. Pelo contrário, a Igreja nos apresenta pessoas humanas que mais do que tudo, publicamente, se apresentaram como grandes pecadores. Assim fez Santo Antônio, assim fez São Francisco, assim faz o nosso querido Papa Francisco, que logo que ficou Papa deixou os cardeais mais tradicionalistas de cabelo em pé, quando disse para as crianças que o Papa peca. O Papa peca! Isso mesmo, o Papa é humano. Quem sabe o maior pecado é não reconhecermos o nosso pecado, não percebermos o mal que fazemos, quando nos deixamos conduzir pela própria vontade, e não pela verdade, que deve ser Jesus”, ensinou o pregador.

Citando o Evangelho de São João (6:14), Frei Mário falou sobre a conhecida frase de Jesus: ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida’. “Jesus foi a verdade anunciada, pregada com veemência, com clareza, a toda voz. Por isso Santo Antônio foi chamado de “Trombeta do Evangelho”, destacou.

ANUNCIAR A VERDADE DO EVANGELHO

Segundo o frade, o Papa Francisco na Encíclica Evangelii Gaudium nos convida a anunciar o Evangelho com alegria. “Anunciar o Evangelho não é ficar ‘botando’ medo nas cabeças das pessoas. ‘Deus está vendo’, ‘você vai para o inferno’, ‘você está fazendo errado!’ Este não é o Deus anunciado por Jesus. Santo Antônio e Jesus anunciam um Deus que é pai, que é misericordioso. Que mesmo que a gente peque muito, ele está sempre olhando com carinho para nós e dando chance para recomeçarmos nossa vida. São Francisco já estava no leito de morte quando disse: ‘Irmãos, comecemos tudo de novo porque até agora pouco ou nada fizemos!’, mencionou.

Para o pregador, quem age assim se coloca no caminho de aceitar na própria vida a grande verdade que é Jesus Cristo. “Esse Jesus no Evangelho fala de uma forma tão bonita para nós. Nesses dias, no Evangelho, ouvimos os fariseus e saduceus tentando pegar Jesus em alguma coisa, para ver se tinha algo em que pudessem condená-lo e matá-lo. Hoje, um mestre da lei, aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos? Jesus diz assim. ‘O primeiro é este: Ouve, ó Israel’. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força’! O segundo mandamento é: ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo’! Não existe outro mandamento maior do que estes”, explicou o celebrante.

“Repito a pergunta que fiz no começo: Quem é nossa verdade? É Deus no seu amor? É Jesus que se revela como Deus humanizado e nos convida assim a vivermos essa filiação divina, a sermos filhos do Pai no Espírito Santo, a sermos irmãos, fraternidade e comunidade de amor”, acentuou.

Já no final de sua homilia, Frei Mário recordou que o Papa Francisco, na Audiência Geral de quarta-feira (6/6), falou sobre o crisma, dizendo: ‘A paz que recebemos do Espírito Santo é para dar aos outros. Não é uma paz para guardar para si. Não”!. Ele também disse o seguinte: ‘Devemos ser homens e mulheres de paz e não destruir a paz do Espírito. Pobre do Espírito Santo com o trabalho que ele tem conosco, com o hábito de fofocar. Pensem bem, a fofoca não é obra do Espírito Santo, não é obra de unidade da Igreja. A fofoca destrói aquilo que Deus faz. Por favor, vamos parar de fofocar!’ “Então, voltando para o nosso tema: Vamos ser homens e mulheres da verdade e que essa verdade seja o Evangelho, como foi para São Francisco de Assis, como foi de modo admirável para Santo Antônio. Que o convite de amor a Deus e ao próximo seja a nossa verdade. Amar a Deus e a si mesmo resume toda a lei e os profetas. Então, que esta seja nossa verdade. Que este seja o nosso norte, a nossa bússola”, desejou o pregador.

E concluiu com uma oração: “Ó Santo Antônio, homem feito sabedoria, que através de seus ensinamentos foste uma luz para a Igreja. Ilumina nosso caminho com a verdade do Evangelho e ensina nossa sociedade a distinguir o bem do mal, para que jamais nos deixemos nos envolver pelas trevas do erro e da mentira. Amém!

Neste dia 8 de junho, 8º dia da Trezena o tema será: “Santo Antônio e o Pão do amor”. Frei Diego Atalino de Melo presidirá a Celebração Eucarística das 15 horas e será também o pregador.

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"“A fé sem solidariedade é uma fé sem Cristo”"

 06/06/2018 22:04:27


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – “Santo Antônio e o Pão da Solidariedade” foi o tema do 6º dia da Trezena de Santo Antônio no Convento e Santuário São Francisco, em São Paulo, nesta quarta-feira, 6 de junho. Frei Mário Tagliari, presidente da Celebração Eucarística das 15 horas, destacou que Frei Antônio foi um homem do Evangelho e da solidariedade.

Frei Mário iniciou sua homilia dizendo: “O Papa Francisco nos diz que Jesus Cristo é o maior gesto de solidariedade do Deus Pai. Ou seja, Deus se revela solidário à humanidade ao enviar seu Filho Jesus, o Deus Homem, o Deus Encarnado. Aliás, o tema da Encarnação é muito caro a São Francisco e Santo Antônio. Antônio quando fala da Eucaristia – e eu sempre lembro durante a celebração da Eucaristia – diz: ‘Ele veio a ti para tu ires a Ele’. Ele, Deus, em Jesus Cristo vem a cada um de nós no presépio, no Natal, vem na Eucaristia a cada dia para que, comungando, possamos ir até Ele. Isto é a solidariedade de Deus para conosco”, ensinou o celebrante.

Fazendo uma leitura da sociedade atual, Frei Mário falou sobre a falta de solidariedade no mundo. Segundo ele, muitas pessoas virtualmente possuem uma enorme rede de amigos, mas fisicamente não sabem nem quem são as pessoas que moram no próprio prédio, exemplificou.

SANTO ANTÔNIO E A SOLIDARIEDADE

Relembrando a vida de Santo Antônio, o pregador afirmou que Antônio foi um homem do Evangelho e da solidariedade. “Na acolhida dos frades que iam em missão em Marrocos, e que depois voltam mortos como mártires, foi o momento decisivo onde ele sentiu um forte desejo de se tornar franciscano e entregar toda a sua vida ao Reino, assim como fizeram aqueles fradezinhos”, afirmou o frade.

Para Frei Mário, Santo Antônio é tocado pela graça de Deus de uma forma muito forte. “Ele sentiu o chamado para ir além, colocando também sua vida a serviço de Deus e do Evangelho, como missionário. No entanto, os planos de Deus eram outros! Ele ficou doente e, no caminho de volta, o navio não conseguiu mais voltar a Portugal, ficando  na Itália, em Pádua. Lá ele viveu no eremitério onde trabalhava na cozinha, horta e na portaria. Ali, ele se sentiu desafiado por esta solidariedade que Deus possui para com os pobres”, disse frei Mário, mencionando a história da doação dos pães que era dos frades para os pobres. “Percebemos a graça, a ação e a fé em Deus que se faz compaixão e solidariedade para com os pobres”, acrescentou.

O pregador ainda lembrou que, certa vez, na ausência do bispo, Frei Antônio fez a pregação na celebração de uma ordenação. “Pregou o Evangelho de forma bonita e cativante, de forma simples falou ao povo com carinho e com amor. Tornou-se de imediato especial para o povo e para o bispo. Pregou o Evangelho com fervor e com eloquência. Cativou as multidões por falar uma linguagem bonita e simples ao coração. Aí não deu mais para ficar somente na cozinha ou na horta, em todo o canto passou a ser chamado para pregar”, brincou o celebrante.

Frei Mário contou que em seus sermões Antônio denunciava as injustiças contra os pobres e pequenos. Pregou pela união das famílias e combateu as heresias. Ele também recebeu de São Francisco um bilhete, onde pedia para ensinar as escrituras aos jovens frades, conquanto não perdessem o espírito da oração e devoção. “E ele faz isso de modo belíssimo. Em suas pregações, Antônio une a sabedoria com a humildade de vida. Cultura e conhecimento com a simplicidade de vida. Fé e oração com a caridade para com os mais pobres. Foi um homem culto e simples!”, garantiu o guardião do Convento.

Dirigindo-se a imagem de Santo Antônio, pediu o pregador: “Ó Santo Antônio, pão dos pobres, restaurador dos lares, Santo casamenteiro, Santo das coisas perdidas, ensina-nos hoje de modo especial a solidariedade. Ensina-nos a sermos solidários como tu fostes, porque encontraste no Evangelho o Cristo Deus solidário”, rezou.

“CHORAR OS MORTOS QUE NINGUÉM CHORA”

Frei Mário relembrou a viagem do Papa Francisco, realizada em Lampedusa em 2013 (ilha italiana do Mediterrâneo) no início do pontificado do Sumo Pontífice. Segundo o  pregador, o Papa foi até lá e chorou! Citando Francisco disse: ‘Nós perdemos a capacidade de chorar com o sofrimento dos outros’, e a isso o Papa chamou de globalização da indiferença. As notícias do mundo inteiro chegam em tempo real para nós, mas somos tão indiferentes à dor e ao sofrimento do outro. Perdemos a capacidade de sermos solidários. Solidariedade e compaixão são palavras irmãs que andam juntas”, ensinou o frade.

Também lembrou a visita do Papa ao Paraguai em 2015, onde o Francisco afirmou que a fé sem solidariedade é uma fé morta, é uma fé sem Cristo. Dizia o Papa: ‘A fé desperta o nosso compromisso com os outros, desperta a nossa solidariedade’. “Se ela não fizer isso não é fé em Jesus Cristo. Ter fé em Cristo significa ser solidário aos irmãos. Nas leituras de hoje nós vemos muito bem isso. Paulo se faz solidário à comunidade, fala dos seus sofrimentos, foi solidário ao Evangelho. Então, uma fé que não seja solidária não é um fé no Senhor Jesus que escolheu viver entre os mais pobres. Que escolheu viver no nosso meio, que se fez um de nós. Deus se fez solidário à humanidade, a nós, nascendo muito pobrezinho em uma gruta em Belém. Gesto primordial da solidariedade de Deus”, indicou o pregador.

Após a comunhão, o celebrante, convidou toda a assembleia a cantar os parabéns para Sonia Praça Rivaben, da Pia União de Santo Antônio (grupo de devotos que trabalham na distribuição dos pães do santo franciscano todas as terças-feiras). Em seguida, lembrou dos próximos compromissos, a saber: Dia 9 de Junho, festa junina das 11h00 às 19h00. Dia 10 de junho, macarronada no Convento das 11h00 às 15h00 e também no Dia 10 de junho, procissão de Santo Antônio às 10 horas.

Com o relicário de Santo Antônio, abençoou e aspergiu água benta nos presentes. Amanhã (7/6), a Trezena será às 15 horas e terá como tema: “Santo Antônio o Pão da Verdade”.

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"Como sermos pão da paz hoje, pergunta frei Mário "

 05/06/2018 23:39:51


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – “Santo Antônio o Pão da Paz” foi o tema do 5º dia da Trezena de Santo Antônio no Convento e Santuário São Francisco na capital de São Paulo, nesta terça-feira (5/6). Tema este que rendeu belas e inspiradoras palavras ao celebrante Frei Mário Tagliari. Durante a Celebração Eucarística das 15 horas, o pregador mostrou que está por dentro dos documentos e das novidades, seja em relação à Igreja do Papa Francisco como também da sociedade em geral. Segundo ele, a Igreja no Brasil, animada pela CNBB, há muito tempo já vem chamando a atenção para o tema da paz. “A Campanha da Fraternidade de 2009 já apresentava o tema: ‘A Paz é fruto da Justiça’. Este ano, a temática da Campanha também é voltada para a paz: ‘Fraternidade e superação da violência’. Vemos que a violência é a grande causadora da injustiça que não nos possibilita a paz. Somos todos convidados a superarmos a violência”, pediu o celebrante, que também é guardião do Convento.

Frei Mário começou sua homilia falando sobre a liturgia do dia. Para ele, a leitura da Segunda Carta de São Pedro (3,13-14) parece até que foi escolhida propositalmente para hoje. “Pedro nos diz: ‘O que nós esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. Caríssimos, vivendo nesta esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura e sem mancha e em paz’. São Pedro anuncia que, para esta paz acontecer, é preciso que nós tenhamos a esperança e vivamos na justiça. Sem paz não há justiça. A justiça, sem dúvida nenhuma, é a razão maior e aquilo que realmente vai garantir que haja a paz. Essa paz deve ser buscada a partir de cada um de nós”, ensinou o pregador.

Segundo ele, no Evangelho de São Marcos (12:13-17) de hoje, nós vemos os fariseus, saduceus e alguns do ‘partido de Herodes’ que fizeram uma ‘pegadinha’ bem hipócrita – primeiro fazem um elogio: ‘Tu és o mestre da verdade’ como todo hipócrita faz – e depois perguntam a Jesus: “É lícito ou não pagar o imposto a César?”. “Vejamos bem, o povo judeu vivia na escravidão romana, o Império todo Romano chegava a muitas partes do mundo, inclusive na parte do Oriente onde fica Jerusalém. Se Jesus dissesse que não era justo pagar impostos, os soldados do Rei Herodes, que já estavam por lá, iriam prendê-lo. Se ele dissesse que era justo, estaria indo contra o povo que estava sendo massacrado com impostos altos, e que vivia quase num regime de escravidão no tempo do Império Romano”, explicou o frade.

“Porém, Jesus soube sair desta de uma forma bem bonita. Ele perguntou: ‘Trazei-me uma moeda para que eu a veja’. Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: ‘De quem é a figura e a inscrição que está nessa moeda?’. (Mc 12, 15-16).  Era do Imperador César. Jesus então disse: ‘Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.’ (Mc 12, 17). Jesus não está comparando Deus com César e nem César com Deus. Ele está dizendo que Deus é o Senhor de nossas vidas e César é o senhor dos exércitos que dominava aquela região. E, com isso, Jesus não estava dizendo que concordava que o povo vivesse sobre o domínio deste Império Romano, causador de muitas justiças. Jesus vem anunciar a paz e a paz é fruto da justiça. E, naquele momento o povo não vivia a justiça. No entanto, Jesus chama a atenção para o nosso modo de viver. A quem seguimos? A César ou a Deus? A quem nos apegamos: aos bens materiais, aos valores deste mundo, dinheiro, fama, riqueza?”, questionou o frade.

E continuou falando que na Audiência Geral, na Praça São Pedro no Vaticano, da última quarta-feira (30/05), o Papa Francisco acolheu 10 jovens das duas Coréias (Coréia do Sul e Coréia do Norte) que dançaram taekwondo. “Ver as duas Coréias juntas representa uma mensagem de paz para toda a humanidade”, declarou o Papa, citado por Frei Mário.

A PAZ É FRUTO DA ORAÇÃO

“Santo Antônio também em uma de suas admoestações assim disse: ‘O azeite é o mais excelente de todos os líquidos; a paz de consciência excede o gozo dos bens temporais’ (Ft 15a). É dele também a frase da Admoestação (5Pn 16a): ‘Busca a paz dentro de ti, em ti mesmo; se a encontrares, terás paz com Deus e com o próximo’. A paz é um movimento e algo que vem de dentro de nós mesmos. Por isso é fruto da oração! É fruto de alguém de espírito humilde que se coloca na presença de Deus, e na presença Dele se propõe e se dispõe a ser instrumento de Paz. A oração de São Francisco de Assis já diz: ‘Senhor fazei-me instrumento de vossa paz’. Tudo isso para dizer que depende de uma atitude fundamental nossa”, destacou.

Fazendo um paralelo com o que o Papa Francisco disse na Carta pelo 52º dia das Comunicações Sociais, afirmou que o Santo Padre convidou todas as pessoas que trabalham com a comunicação social a repensar a grande carga de violência e de ódio que são transmitidas através das mídias. “Se formos pensar um pouquinho veremos que nossos grupos de WhatsApp estão cheios de violência, discriminação e intolerância contra aqueles que pensam diferente e vivem diferentemente de nós”, ressaltou Frei Mário.

E acrescentou: “Que Santo Antônio nos ajude a buscar a paz interior que é uma atitude de humildade, de serviço e simplicidade. Ele mesmo já dizia: ‘Coisas necessárias a qualquer justo: a paz do coração, a separação dos bens terrenos, o silêncio da boca, o êxtase da contemplação, a lembrança da própria fragilidade’ (Pp 18c). Só seremos homens e mulheres de paz se formos pequenos, simples e humildes. Por isso, Santo Antônio se encantou pelos primeiros frades portugueses vestidos com o hábito de São Francisco, que iam para Marrocos e que ele acolheu no convento ainda quando era cônego agostiniano. Pouco depois, eles (os frades) voltaram dentro de caixões, mortos, martirizados. Santo Antônio se encantou com aquela disponibilidade, com aquele ardor missionário e também quis ser martirizado anunciando a paz”, destacou.

Frei Mário também lembrou que, certa vez, os hereges não quiseram ouvir Santo Antônio pregar e então o santo franciscano foi até a beira da praia e pregou aos peixes. “Santo Antônio, como arauto da paz, nos convida a buscarmos a paz dentro de nós mesmos, vencendo os egoísmos, orgulhos e a mania que temos de achar que somos melhores do que os outros. Que ele também nos ajude a vencermos a ganância e o acumulo de bens”.

E, citando a Doutrina Social da Igreja, finalizou: ‘Aquilo que sobra na nossa mesa não nos pertence, é de direito do pobre’.  Dessa forma construiremos a paz, pois assim vamos criando um mundo mais fraterno, justo e com paz. Que Santo Antônio nos inspire a sermos construtores da paz, reconhecendo o outro como irmão. E que ele também nos ajude a cumprir nossa missão de anunciar ao mundo a Paz e o Bem”, finalizou.

A VIOLÊNCIA NO BRASIL TEM IDADE E TEM COR

Ainda em sua homilia Frei Mário informou que exatamente hoje (5/6) foi anunciada, pela internet e jornais, uma pesquisa feita nos últimos anos aqui no Brasil. “Nosso país vive uma situação de homicídios nunca vista há muitos anos. Somente no ano de 2016 – a pesquisa foi realizada entre os anos de 2010 e 2016 – 56 mil jovens entre 16 e 26 anos foram assassinados. E pasmem vocês porque a grande maioria é de negros! Então, a violência no Brasil tem idade e tem cor. Jovens em plena esperança de vida, de futuro, buscando seus direitos são mortos violentamente. Como sermos hoje pão da paz? O Brasil tem fome desta paz e nós, cristãos, também. Santo Antônio quer nos dar esperança de que este pão da paz é possível”, refletiu o frade.

O 6º dia da Trezena de Santo Antônio terá como tema: “Santo Antônio e o Pão da Solidariedade”. A Celebração Eucarística será as 15 horas.

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"Como falar de justiça em um país tão desigual?"

 05/06/2018 10:55:03


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – A Trezena de Santo Antônio do Convento e Santuário São Francisco de São Paulo, que começou na última sexta-feira (1º de junho), chegou hoje (4/6) no seu 4º dia, e teve como tema: “Santo Antônio Pão da justiça”. A Celebração Eucarística foi presidida por Frei Alvaci Mendes da Luz, pároco e reitor do Santuário, às 12 horas. Assim como nos dias anteriores, fiéis e devotos do santo franciscano mais popular do mundo fizeram-se presentes, tornando viva a Igreja de Cristo. “Como falar em justiça num país tão desigual quanto o nosso?”, questionou o pregador em sua homilia.

“Como falar de justiça dentro de contextos sociais, seja na época de Antônio como também nos dias atuais, onde o pobre não tem voz nem vez? Como falar em justiça num país tão desigual quanto o nosso? Como falar em justiça se nos ouvimos quase todos os dias que a economia, agricultura… está bem? Para que tantas plantações de soja, trigo se geram apenas acúmulos, enquanto muitos passam fome? Se somos um país que é o maior produtor de tantas coisas, por que no Brasil existe tanta desigualdade na distribuição da renda e da justiça? Por que tantas pessoas morrem de fome tão perto de nós? Como falar em justiça dentro deste contexto todo?”, questionou Frei Alvaci.

Neste sentido, o frade lembrou que o Evangelho apresenta uma parábola do pai que mandou seus filhos trabalhar na vinha. “Jesus diz na parábola que o pai plantou uma vinha muito bonita. Fez um tanque, cercou, deixou ela bem preparada. E de repente Deus foi mandando alguns para cobrar os frutos desta vinha. Em diversos períodos da história Deus mandou profetas, porém nenhum deles foi bem aceito. E o que os donos da vinha fizeram? Mataram uns, bateram noutros… E Deus tentou até o último momento, quando enviou seu próprio Filho Jesus”, explicou.

Para o frade, o que Cristo fez foi nada mais do que colocar na nossa cabeça a vontade de fazer deste lugar um local melhor para vivermos e nos entendermos melhor. “Jesus fez uma grande tentativa de dizer para nós que é possível enxergar o irmão, o pobre, aquele que esta a porta do templo, a viúva. O que é isso senão uma tentativa constante de imprimir no ser humano um senso de justiça? Foi isso que Jesus fez na sua vida pública. E o que aconteceu com ele? A mesma coisa que ocorreu com os profetas e com os que vieram antes dele. Passaram-se dois mil anos e eu acredito que Deus continua apostando na gente, mesmo depois disso tudo”, disse.

Esse acreditar se dá nitidamente em pessoas como Frei Antônio, observou o pregador. “Ao longo de todo este tempo, homens e mulheres, fazem com que nos lembremos do que Jesus fez e viveu. Antônio relembrou qual era a dinâmica do Reino de Deus. Relembrou o que é ser cristão no mundo, seja em 1200 ou em 2018. É a tentativa constante do Pai em mandar para a vinha pessoas que produzam frutos”, indicou.

“Que possamos ao longo desta Trezena e da nossa vida aprender com Santo Antônio, seguidor de São Francisco, homem fiel ao Evangelho, no mundo de hoje sermos promotores da justiça, e também daquilo que cremos a partir do Evangelho”, pediu.

Frei Alvaci começou sua homilia informando que a Web TvFranciscanos da Província Franciscana da Imaculada está fazendo uma série em vídeos que apresentam algumas curiosidades de Santo Antônio. No vídeo de hoje, por exemplo, o tema abordado é Santo Antônio e a Palavra de Deus. Frei Antônio era conhecido com o “martelo dos hereges”, “ele é considerado o homem e o Santo da Palavra”, destacou o pregador.

Frei Alvaci que viajou depois desta Missa para o Nairóbi, no Quênia (África), onde participará do Conselho Plenário da Ordem dos Frades Menores, entre os dias 12 a 28 de junho. Também informou que nos próximos dias da Trezena o pregador será Frei Mário Tagliari, guardião do Convento.

Amanhã, terça-feira (5/6) até no sábado (9/6), a Trezena acontecerá dentro da Celebração Eucarística das 15 horas.

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"3º dia da Trezena: “A maior lei é o amor ao próximo”"

 05/06/2018 10:49:05


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – No terceiro dia (3/6) da Trezena de Santo Antônio, no Convento e Santuário São Francisco, no centro de São Paulo (SP), o pároco e pregador Frei Alvaci Mendes da Luz abordou o tema “Pão da Palavra”. O frade presidiu a Celebração Eucarística, que teve início às 10h30 e lotou a Igreja de fiéis e devotos do santo franciscano mais popular no mundo inteiro, que costumeiramente participam das celebrações dominicais. O Santuário é dedicado a São Francisco, mas nestes dias o Santo de Assis fraternalmente cede espaço para as devoções populares e bem franciscanas a Santo Antônio.

Frei Alvaci, que também é o Reitor do Santuário e Coordenador do Pró-Vocações e Missões Franciscanas da Província da Imaculada Conceição, partiu do Evangelho do 9º Domingo do Tempo Comum para fazer a sua reflexão: “Que possamos aprender com Santo Antônio a não nos tornarmos escravos das nossas leis. Amemos de fato o que fazemos e vivemos, mas amemos acima de tudo o próximo. Está é a maior lei!”, observou o pregador.

SANTO ANTÔNIO E O PÃO DA PALAVRA

Na homilia, o frade começou falando sobre o tema escolhido para este 3º dia da Trezena e disse: “Neste ano escolhemos o tema geral para a Trezena que é Santo Antônio e o Pão dos Pobres. Aqui, nesta Igreja, há mais de 200 anos foi criada uma casa dos pobres, onde são distribuídos pães às pessoas mais simples. Até hoje a tradição se mantém. Esta devoção nasceu da vontade de Antônio de ajudar a todos”, ressaltou.

Pela Palavra de Deus, o santo franciscano tão devotado no mundo todo, combatia qualquer mal-entendido. Seus belos sermões, sempre duros contra o mal do pecado social, convidava a todos à prática da Palavra de Deus. É por isso que, em sua imagem, Frei Antônio traz consigo a Bíblia. Afinal, ela foi para ele não só matéria de estudo, mas foi luz para a sua vida franciscana.

“Como nós já sabemos, Antônio é Doutor da Igreja. No seu tempo foi um grande orador. E dentro do tema de hoje – Pão da Palavra – vemos que Antônio desde sempre foi o homem da palavra. Mas, olha só que interessante, é dele também a conhecida frase: ‘Cessem as palavras e falem as obras’. Ele sabia muito bem que palavra e a ação tem que combinar. Não dá certo só falar bonito e não fazer nada, as duas coisas precisam ser combinadas. E vemos que na vida dele isso foi uma conciliação perfeita a ponto de se tornar um Doutor da Igreja, da palavra e da doação”, destacou o pregador!

Segundo ele, já se passaram quase 800 anos e nós estamos aqui lembrando este santo homem. “Ele foi homem como a gente, com todos os medos, pecados, anseios, angústias, tristezas, inseguranças… homem igual a todo mundo! Porém, como franciscano ele tentou fazer bem a sua parte e conseguiu conciliar de forma extraordinária o pregar e o agir”, ensinou Frei Alvaci.

A MAIOR LEI É O AMOR AO PRÓXIMO

Discorrendo sobre a liturgia do 9º Domingo do Tempo Comum, o celebrante disse que Jesus apresenta uma ressalva e pede para ter cuidado: “Cuidem! Não vos torneis escravos das leis que vocês criaram. Vemos na liturgia a preocupação do povo judeu com o sábado. A obrigação deles é que no sábado não se devia fazer nada. Até hoje é assim, e no tempo de Jesus era mais ainda. Eles tinham 39 preceitos que deviam ser obedecidos, porém, raramente alguém chegava ao final de um dia de sábado sem ter pecado em algum daqueles preceitos. Eram obrigações que se desdobravam em outras tantas que não dava para se fazer quase nada”, ressaltou.

“Na primeira leitura ouvimos que o povo estava se tornado escravo de si mesmo. E também ouvimos que era necessário reservar um dia para que todos descansassem, até mesmo os animais. Todos precisam descansar no dia reservado ao Senhor. Passado muito tempo, Jesus percebeu que eles tinham se tornado escravos do dia do sábado, das leis que eles mesmos criaram. E aí invés de descansar todo mundo se tornava pecador. Era uma leia rigorista demais e Jesus não gosta disso”, afirmou o frade.

Segundo o frade, tudo o que fere o ser humano não é bom pra Jesus. “Vemos no Evangelho que Jesus faz uma pergunta para as pessoas que eram rígidas no cumprimento da Lei: é permitido fazer o bem ou fazer o mal no dia do sábado? É permitido ajudar alguém ou não ajudar? Jesus curou o homem da mão seca na frente de todo mundo para dizer que o ser humano é muito mais importante do que as leis que são criadas em torno do “pode ou não pode”. Não podemos nos tornar escravos dos nossos próprios rigorismos. Vemos isso também dentro da nossa Igreja, e isso deixa Jesus muito triste. É obvio que é permitido fazer o bem em qualquer dia”, assinalou.

E concluiu: “Muito cuidado! Se nos apegamos a estes rigores e legalismos, não conseguiremos fazer nada. Que possamos aprender com Santo Antônio a não nos tornarmos escravos das nossas leis. Que amemos de fato o que fazemos e vivemos, mas amemos acima de tudo o próximo. Está é a maior lei! Que Jesus nos ajude a cada dia mais sermos homens e mulheres crentes que acreditam no que vivem e fazem”, finalizou.”

Após a comunhão o celebrante abençoou as alianças do casal Diego e Bruna. Também convidou a assembleia reunida para cantar os parabéns a Pedro, aniversariante da semana. Frei Alexandre Rohling, que ajudou na animação da celebração tocando percussão, anunciou que nos próximos dias Frei Alvaci viaja para o Nairóbi na Quênia (África) para participar do Conselho Plenário da Ordem entre os dias 12 a 28 de junho, e rezou uma Ave Maria. No final da celebração, Frei Alvaci com o relicário de Santo Antônio às mãos abençoou e aspergiu com água benta os presentes.

Amanhã, 4 de junho, a celebração do 4º dia da Trezena de Santo Antônio será ao meio dia (12h) e o tema que norteará as reflexões é: “Santo Antônio pão da justiça”.

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"Os legalismos que bloqueiam o alimento da fé"

 05/06/2018 10:16:09


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) – Quem passasse nas proximidades do histórico Convento e Santuário São Francisco poderia ouvir a bela música da Ladainha de Santo Antônio. Era o início de mais um dia de fé, devoção e compromisso com o andamento da Trezena em honra a Santo Antônio. A Celebração Eucarística foi presidida pelo pároco Frei Alvaci Mendes da Luz, às 15 horas. O frade também foi o pregador do segundo dia da Trezena (02/06), que teve como tema: “Pão da fé”. Segundo ele, “falar de fé hoje, ou no tempo de Santo Antônio, ou de Jesus, é falar da maior motivação do ser humano na sua relação com o sagrado”, destacou.

Com um tom bem franciscano, a Celebração Eucarística seguiu a liturgia do 9º Domingo do Tempo Comum. Em sua homilia, o celebrante enfatizou que Jesus quebra os padrões criados pelo homem, de obrigações e legalismos, pois isso fere as pessoas e, acima de tudo, a fé. “Fere aquilo que é mais sagrado: a nossa relação com os nossos irmãos que estão ao nosso lado, independente do dia, da hora, do ano”, disse o frade, ensinando que não podemos ser escravos das coisas que nós mesmos criamos, pois agindo assim não conseguiremos fazer de nossa vida algo de extraordinário. “Ficaremos apenas no ordinário, fazendo o mínimo que se é para fazer. Porém, quem permanece no ordinário não fica santo”, disse.

Frei Alvaci explicou melhor: “Sempre que recorremos aos santos, vemos claramente que eles fizeram do ordinário um extraordinário. Esses santos são homens e mulheres que quebraram os padrões e as regrinhas do sábado, do domingo, do posso ou não posso, pois fizeram a partir da fé e a partir do amor, e principalmente com base naquilo que eles acreditaram estar acima de tudo: ver no próximo o próprio Jesus”, sublinhou. Para ele, todas as vezes que não conseguimos enxergar os irmãos por conta das regras que criamos, Jesus fica triste. “É permitido ou não fazer o bem em dia de sábado? Logicamente que é. Todos os dias são, o ano inteiro é! A nossa missão neste mundo é acreditar que é possível fazer o bem, mesmo que em dia de sábado”, assinalou.

CESSEM AS PALAVRAS E FALEM AS OBRAS



Segundo o frade, falar de fé hoje, ou no tempo de Santo Antônio, e mesmo de Jesus, é falar da maior motivação do ser humano na sua relação com o sagrado. “Fé é isso! Os seres humanos sempre precisaram e sempre vão precisar possuir está relação com o sagrado, que é alimentada pela fé. Ninguém explica uma série de coisas que nascem a partir da fé. A fé é inexplicável. A fé move montanhas. Jesus já nos dizia isso no Evangelho de ontem, que a fé é capaz de fazer coisas que as mãos humanas não conseguem fazer. A fé é capaz de fazer justiça, de partilhar o amor, de dar pão aos pobres. No fundo a fé é o que alimenta a nossa vontade de um dia voltar para o sagrado”, apontou Frei Alvaci.

Ele lembrou que o ser humano saiu de Deus para viver um período de no máximo 80 ou 90 anos – alguns até 100 anos – para um dia voltar a Deus. “Enquanto vivemos aqui precisamos o tempo todo nos religarmos com Deus. Isso é fé. A fé alimenta a nossa vontade de continuar porque aqui fazemos a vontade Daquele que nos mandou para cá. Com fé podemos fazer um mundo diferente e melhor. Motivado por uma fé gigantesca e inabalável foi o que fez Santo Antônio”, enfatizou.

Santo Antônio morreu bem jovem, apenas com 36 anos de idade. Neste sentido, o pregador revelou que o santo franciscano soube fazer o bem mesmo que durante pouco tempo da sua vida. “Ele era um jovem capaz de percorrer muitos quilômetros a pé motivado pela fé. Capaz de fazer pregações que arrebanhavam multidões. Muitos iam ao encontro dele para ouvir suas palavras, tanto é que até hoje esta intacta o conjunto das suas cordas vocais que ficam lá na Basílica de Santo Antônio em Pádua”, contou o frade.

“Esse mesmo Antônio é o autor da celebre frase: ‘Cessem as palavras e que falem as obras’. O grande pregador pede para cessarem as palavras e dar vida às obras. E as obras nada mais são do que a nossa fé colocada em prática”, ensinou o celebrante, pedindo que Santo Antônio ajude cada um de nós a enxergarmos os homens de mão seca que precisam da gente. Que Jesus nos acompanhe nesta bonita missão de ser cristão.

A Trezena, que começou no dia 1º de junho, vai até o dia 13 de junho. Amanhã, domingo (30/06), a Trezena acontecerá dentro da principal Missa do Santuário, às 10h30. Também no canal do YouTube da Província Franciscana da Imaculada, TvFranciscanos, diariamente está sendo lançado em vídeo um curiosidade sobre Santo Antônio. Não deixe de ver!

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"Como Santo Antônio fez a multiplicação dos pães dos pobres"

 01/06/2018 21:35:23


Frei Augusto Luiz Gabriel

São Paulo (SP) - O dia 1º de junho já era esperado pelos paroquianos e amigos da Paróquia, Convento e Santuário São Francisco em São Paulo (SP). Esta data marca o início das celebrações da Trezena e a Festa de Santo Antônio, santo franciscano mais venerado no mundo inteiro.Também, na primeira sexta-feira do mês, a Igreja recorda a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. O pároco e reitor do Santuário, Frei Alvaci Mendes da Luz, foi o presidente da Celebração Eucarística das 15 horas e o pregador do dia. Segundo ele, o Santuário é dedicado a São Francisco, mas o santo que faz a maior festa é Santo Antônio.

No Brasil ele é o “santo casamenteiro”. Mas Santo Antônio se tornou conhecido no mundo inteiro por um outro motivo: o dom da palavra. Estudioso e sempre em busca de conhecimento, com o passar do tempo acabou por desenvolver uma grande habilidade de pregar o Evangelho de Jesus Cristo e, por esse motivo, foi proclamado “Doutor da Igreja”. E, neste ano, o tema central que norteará durante os treze dias as reflexões no Santuário é “Santo Antônio e o pão dos pobres”. Além de Frei Alvaci, Frei Mário Tagliari, Frei Gustavo Medella e Frei Diego Melo também serão os pregadores dos próximos dias da Trezena.

1º DIA: PÃO DA UNIÃO QUE GERA A PARTILHA

O tema pão dos pobres, explicou o celebrante,  é uma devoção antiga a Santo Antônio e por isso os 13 dias ganharam subtemas: pão da fraternidade, pão da partilha, da união, da solidariedade, da verdade, da fé, da vocação… “Pão que vai muito além da farinha de trigo ou do dinheiro que colocamos no altar de Santo Antônio para comprar o pão dos pobres”, explicou o celebrante. O tema escolhido para o primeiro dia foi o “Pão da União”: “É só com união que é possível existir partilha. É só com união que é possível nos vermos no irmão. É só com união que o pão é multiplicado”, repetiu o celebrante.

“Dizem que Frei Antônio gostava de ajudar o máximo de pobres e pessoas que batiam à porta do convento. E, certa vez, ele doou todos os pães do convento, inclusive os que os frades iriam comer naquele dia. O frei que cuidava da padaria ficou preocupado e perguntou para Frei Antônio o que eles iriam comer, e Frei Antônio disse para o frade dar novamente uma olhadinha nas cestas de pães da cozinha. Milagrosamente, as cestas estavam cheias de pães que serviram para alimentar os frades e os pobres. Este, o pão dos pobres, é um dos primeiros milagres atribuídos a Santo Antônio”, contou Frei Alvaci.

SANTO ANTÔNIO E OS FRUTOS PARA O REINO DE DEUS

Para Frei Alvaci, o Evangelho do dia, coincidentemente com o tema da Trezena, apresenta um Jesus que tinha fome. “Por que será que o evangelista São Marcos escreveu que naquela manhã Jesus estava com fome? Chegando em Betânia, Ele viu de longe uma figueira cheia de folhas e, ao se aproximar, viu que ela não tinha produzido nada e foi embora. Talvez lembrando daqueles egoístas lá do templo que eram cheios de folhas mas não produziam nada. O Evangelho continua e nos dá uma lição bonita: se vocês tiverem fé, tudo aquilo que vocês pedirem acontecerá. Nós somos esta figueira plantada à beira do caminho no qual Jesus​ passa constantemente querendo colher algum fruto, querendo saciar sua fome de um Reino que precisa acontecer aqui. A fome de Jesus não é física, é fome de que todos os homens e mulheres sejam enxergados por quem acredita Nele. É fome de um Reino de Deus que não aconteceu há 2000 mil anos porque tem muita figueira plantada no meio do caminho, cheia de folhas, mas que não produz nada. Nós, às vezes, somos cheios de folhas, bonitos por fora,  mas não produzimos um figo sequer”, enfatizou o pároco.

Frei Alvaci ainda acrescentou: “As folhas são as preocupações conosco mesmos. As árvores não produzem frutos para si, mas sim para os outros. A folha é único meio de sobrevivência de qualquer planta, ou seja, se não produzirmos nada para aqueles que passam à beira do caminho, será difícil o Reino de Deus acontecer. Jesus está esperando que muitas figueiras deem frutos. É preciso produzir alguma coisa para este mundo de Deus ser um lugar diferente”, acrescentou.

Para ele, Santo Antônio era um ser humano igual a todos nós e deu fruto, muitos frutos. “A pergunta que fica para nós é a seguinte: Que tipo de fruto a minha religião produz para o mundo em que eu vivo? Que possamos aproveitar esta Trezena e fazermos uma profunda reflexão a cerca de nossa fé. Que Santo Antônio, o grande santo das coisas perdidas, do pão dos pobres, o santo casamenteiro ajude a cada um de nós a buscar o nosso lugar nesta Igreja, a buscar os nossos frutos à beira da estrada. Sejamos instrumentos de união, de paz, do bem e, sobretudo, do Reino de Deus”, concluiu Frei Alvaci.

No final da celebração, o celebrante conduziu a bênção de Santo Antônio, e aspergiu com água benta os presentes. Em seguida, como de costume fez o sorteio do Almanaque de Santo Antônio de 2019 e também de uma Bíblia, doação da Editora Vozes.

MAIS INFORMAÇÕES

A Trezena que começou hoje, 1º de junho, vai até dia 13 de junho, ocorre diariamente às 15h, exceto nos dias 3 e 10/06, que será às 10h30, e nos dias 4 e 11/06 que será às 12h. Também no canal do YouTube da Província Franciscana da Imaculada, TvFranciscanos, diariamente está sendo lançado em vídeo com uma curiosidade sobre Santo Antônio. Acompanhe!

9 de Junho – Festa Junina
das 11h00 às 19h00

10 de Junho – Macarronada no Convento
das 11h00 às 15h00

10 de Junho – Procissão de Santo Antônio
10 horas: Concentração em frente à Igreja de Santo Antônio, na Praça do Patriarca, com procissão até o Santuário São Francisco, seguida de missa às 10h30.

13 de Junho – Festa de Santo de Antônio
Missas: 6h30, 7h30, 9h, 10h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30 e 18h;
Bênçãos durante todo o dia. Comidas típicas. Bolo de Santo Antônio. Pão de Santo Antônio. Stand vocacional. Artesanato e artigos religiosos, e muito mais…


""Participe dos Festejos em Honra a Santo Antônio" "

 01/06/2018 21:32:18



Venha comemorar conosco o Dia de Santo Antônio. No dia 10 acontece a tradicional procissão em honra a este santo tão querido pelo povo, além da grandiosa festa no dia 13, com missas em vários horários, bênção dos freis, barracas com os tradicionais bolos e pães de Santo Antônio, e muito mais. E, em meio a tudo isso, nosso Santuário ainda realiza uma gostosa festa junina (dias 9 e 10 de junho), transformando o espaço em um verdadeiro arraiá franciscano, com muitas comidas típicas, brincadeiras, quadrilha e outras atrações. Contamos com a sua presença!

 

Trezena

No Brasil ele é o “santo casamenteiro”. Mas, Santo Antônio se tornou conhecido no mundo inteiro por um outro motivo: o dom da palavra. Estudioso e sempre em busca de conhecimento, com o passar do tempo acabou por desenvolver uma grande habilidade de pregar o Evangelho de Jesus Cristo e, por esse motivo, acumulou a fama de “doutor da Igreja”. Neste ano, durante treze dias, vamos refletir juntos sobre como sua vida pode servir de exemplo de fé para nós, nos alimentando em nossa luta diária.

  

A Trezena começa no dia 1º de junho. Ocorre diariamente às 15h, exceto nos dias 3 e 10 (às 10h30) e dias 4 e 11 (às 12h). Participe conosco!

 

Programação da Trezena de Santo Antônio

1° dia: Pão da união

2° dia: Pão da fé

3° dia: Pão da palavra

4° dia: Pão da Justiça

5° dia: Pão da paz

6° dia: Pão da solidariedade

7° dia: Pão da verdade

8° dia: Pão do amor

9° dia: Pão do perdão

10° dia: Pão da esperança

11° dia: Pão da fraternidade

12° dia: Pão da vocação

13º dia: Pão dos pobres (Festa de Santo Antônio)

 

9 de Junho – Festa Junina
das 11h às 19h

 

10 de Junho – Macarronada no Convento
das 11h às 15h

 

10 de Junho – Procissão de Santo Antônio

10 horas: Concentração em frente a Igreja de Santo Antônio, na Praça do Patriarca, com procissão até o Santuário São Francisco, seguida de missa às 10h30.

 

13 de Junho – Festa de Santo de Antônio

Missas: 6h30, 7h30, 9h, 10h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30 e 18h;

Bênçãos durante todo o dia • comidas típicas • bolo de Santo Antônio • pão de Santo Antônio • stand vocacional • artesanato e artigos religiosos • e muito mais...



"Ajude na reforma das salas de catequese"

 13/04/2018 11:24:12


Novo espaço já foi construído, mas ainda falta todo acabamento

 

Na tentativa de deixar essa grande casa franciscana cada vez mais acolhedora, diversas melhorias estão sendo feitas há algum tempo. Após a campanha organizada para renovação da fachada do Santuário, que foi pintada para comemorar o aniversário de 370 anos, agora é a vez de nos unirmos novamente para melhorar o espaço dedicado às aulas de catequese, realizadas até então em ambientes improvisados.

Foram meses de adequação das salas para um maior conforto das crianças e jovens, e também daqueles que participam dos encontros de formação e reuniões pastorais, além de uma nova área, mais adequada e organizada, para o Bazar “Frei José”. Os gastos até o momento foram custeados com recursos da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil e com a doação de alguns fiéis. Graças a esse apoio financeiro, as quatro novas salas ficaram prontas, mas ainda falta todo o acabamento. Além disso, precisam ser equipadas com cadeiras, mesas, armários, ventiladores, lousas, entre outras coisas. Por isso, o próximo passo é com você: que tal nos ajudar nesta missão?

A campanha de arrecadação de doações está lançada e segue até o final de julho. No dia 5 de agosto, além da bênção das salas, haverá o sorteio de uma TV 49’’ para todos que colaborarem por meio de cupons, que podem ser adquiridos no final das missas ou na secretaria da paróquia. Também é possível realizar depósitos bancários e doações espontâneas (veja mais detalhes abaixo).

 

SAIBA COMO NOS AJUDAR!


Depósito bancário

Banco Bradesco

Agência 200 / Conta Corrente: 5811- 4

Favorecido: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

 

Cupom
Pode ser adquirido na secretaria da paróquia e dá direito à participação no sorteio de uma TV 49’’

 

Doação

Contribuição espontânea de qualquer valor na secretaria da paróquia


Contamos contigo e agradecemos desde já!



"Quem rolará para nós a pedra da entrada do túmulo? "

 02/04/2018 10:41:10



Era uma pedra muito grande! (Mc 16, 3-4)

 

Caríssimos irmãos, irmãs, paroquianos, devotos e devotas de São Francisco, dizimistas, benfeitores, confrades...a todos Paz e Bem!

Depois de um percurso quaresmal iniciado lá na quarta-feira de Cinzas, de um tríduo Pascal que se completa hoje, depois de dias e dias deanseios para alguns, confissões e penitencias para outros, de uma rotina as vezes até muito parecida dos demais dias do ano para outros, chegamos todos a noite da grande Vigília, chamada pelos padres da igreja de Vigília das vigílias, a noite das noites.

De fato, toda a celebração de hoje foi pensada para acontecer durante a noite, em meio as trevas da escuridão e da penumbra. Antigamente esta celebração iniciava a meia noite e ia madrugada adentro, justamente para mostrar visivelmente a vitória da luz sobre a escuridão (o fogo, o círio, as velas que são acessas aos poucos, as luzes das igreja, etc). Tudo vai sendo pensado liturgicamente para dar a entender que a luz sempre vence as trevas, que a esperança sempre vence o medo, que a vida sempre vence a morte.

Por isso estamos aqui mais uma vez reunidos como irmãos, como família, como cristãos, vamos reafirmar para todos e para nós mesmos que acreditar de novo na vida é sempre a chance e a alternativa para superar os medos, as dores, as angustias. Que acreditar no ressuscitado é a grande certeza de que tudo o que fazemos, as lutas que temos e a paz que buscamos não são meramente retórica e em vão.

E para reafirmar tudo o que estou falando, gostaria de recorrer as leituras que ouvimos nesta noite, são um número grande, concordo, mas cada uma delas foi colocada ali com uma intenção. A começar pelo livro do gênesis, a famosa história da criação, um Deus que na sua imensidão resolve criar passo a passo um reflexo desta mesma imensidão: o mundo, os seres vivos, o homem, e ao concluir: Deus viu tudo o que havia feito e viu que tudo era bom. As leituras seguem no antigo testamento mostrando as maravilhas deste criador, que se revela sempre infinito na bondade, no amor e na misericórdia. A ponto de o profeta Isaias, na quarta leitura que ouvimos, afirmar: “podem os montes recuar e as colinas abalar-se, mas minha misericórdia não se apartará de ti”... “longe da opressão, nada terás a temer, continua o profeta, serás livre do terror, porque ele não se aproximará de ti”.

Dito tudo isso e passada uma história longa e bonita de uma relação entre Deus e os homens, chega-se a plenitude dos tempos. O Filho nos foi dado. O criador resolve descer à comunhão com os viventes, com o criado, resolve se mesclar com os homens, ser um deles, conhecer suas angustias, seus medos, suas dores e até sua morte. O criador se faz um de nós na pessoa do Filho. E todo mistério dessa doação, dessa entrega mística de comunhão, nós já bem conhecemos e vivenciamos nestes últimos dias.

Mas o que eu gostaria de chamar a atenção agora é para a narrativa da ressurreição proclamada nesta noite, e que tem suas mais variadas versões em cada um dos evangelistas. Escutamos hoje a versão apresentada por Marcos, que tem seus detalhes e pormenores. Não vou me ater a todos e nem me alongar mais em minha homilia. Mas queria apenas chamar atenção para um detalhe do evangelho que pode nos parecer estranho ou pode passar despercebido. Trata-se das duas frases com as quais comecei esta homilia: “Quem rolará para nós a pedra da entrada do túmulo? Era uma pedra muito grande! (Mc 16, 3-4).

Na manhã do dia da Páscoa, algumas mulheres vinham pelo caminho se perguntando: “quem vai tirar a pedra?”, quem tem força para removê-la? Quem será que vai nos ajudar? Afinal de contas tratava-se de uma pedra muito grande, lembra o evangelista e quem caminhava eram três mulheres.

Uma pedra física, sim, afinal era costume judeu fechar os túmulos com pedras, mas que pode ser interpretada de muitas maneiras, e que pode ter diversos significados. Uma outra versão diz até que o tumulo era guardado por vigilantes, ou seja, o trabalho da remoção da pedra deveria ser mais difícil ainda, porque era preciso antes passar pelos guardas. O caminho até o tumulo deve ter sido longo, a angustia no coração também deve ter sido grande...as perguntas tantas e as incertezas maiores ainda.

O sol já havia nascido, era o raiar de um novo dia, mas a preocupação com a pedra as impedia de enxergar. O medo de não ter forças, de não conseguir, impedia-as de ver a beleza da aurora, do clarão do sol, não dava para antever a ressurreição, nem mesmo depois de ter ouvido o que mestre falou tantas vezes nos três anos de sua vida pública, porque o medo (das pedras, da dor, do sofrimento e da morte), faziam esquecer àquelas mulheres e a cada um nós a certeza da ressurreição. No entanto, reafirmo, elas caminhavam, continuavam, iam...Algo mais forte do que os medos as impelia a ir, a caminhar, a não parar, a enxergar adiante.

Hoje, passados mais de dois mil anos destas narrativas que acabamos de escutar, a pergunta que me faço é a mesma daquelas mulheres: quem vai nos ajudar a remover a pedra? Quem vai tirar da frente do mundo de nossos medos e de nossas angustias a tão pesada pedra? Como enxergar vida nova, luz, vitória, diante de um país tão corrupto, tão mesquinho, diante de tantas mortes injustas, tanta opressão, violência, degradação da natureza. Quem tem forças para remover pedras tão pesadas? Quem tem coragem para enfrenta-las? Quem caminha ao seu encontro?

O evangelista continua: “quando olharam, viram que a pedra já tinha sido retirada”. Alguém já removeu a pedra pra nós, talvez elas tenham pensado. Alguém já removeu a pedra pra nós, afirmo, eu. Quando conseguiram erguer a cabeça viram que não havia pedra, passar por ela foi mais fácil do que pensavam, porque dentro do túmulo não havia morte. Havia anjos, homens de branco, não havia nenhum sinal de morte...Havia vida. Sempre há vida, luz, esperança quando conseguimos erguer nossos olhos e imaginar um outro mundo possível. Quando conseguimos nos unir, juntando nossas forças e a força que vem do alto, para lutar e buscar um reino que se faz com o esforço de cada um. Sempre há vida depois da “pedra pesada” do sepulcro. Mas é preciso caminhar, é preciso a coragem de quem vai em direção dos medos, das angustias, das dores, e não para.

Foi assim com os nossos primeiros pais Adão e Eva, quando continuaram mesmo depois de expulsos do paraíso. Foi assim com o povo hebreu que mesmo diante de um mar vermelho, continua caminhando e o atravessa a pé enxuto. Foi assim diante das grandes provações dos profetas. E foi assim com o mestre Jesus diante do medo da Cruz. Se faz necessário continuar caminhando...

E se for preciso ir em dois, três, como aquelas mulheres, ou em 10, mil, como fazemos nós nos dias de hoje. Vamos, juntos, com coragem e certeza de que à nossa frente caminha o ressuscitado, o sol que já despontou, e que está lá, mesmo que imperceptível as vezes. É ele que nos dá coragem para acreditar no amanhã, é Ele que nos impulsiona a continuar, é Ele que faz a gente acreditar na gente.

É pascoa, povo querido de Deus. Ele vive. O tumulo está vazio. Vamos continuar acreditando em tudo isso que estamos fazendo aqui nesta noite e em cada domingo. Acreditando que não estamos apenas repetindo frases e palavras prontas. Acreditando que a vida segue firme e forte quando é viva dentro do coração de cada um e quando juntamos nossas mãos e construímos juntos um Reino de Paz e Bem. Vamos continuar caminhando...o ressuscitado conta conosco. Afinal de contas, não há pedra pesada que resista a força da vida.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo...




Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM
Pároco e reitor do Santuário São Francisco

(Homilia do Sábado Santo – 2018)



"Pelas mãos de Dom Eduardo, Frei Marx agora é diácono"

 12/03/2018 12:16:44


“A Igreja, através dos seus Ministros, pede para proclamar ao mundo o amor de Deus”. A palavra amor, repetida intensamente por Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar de São Paulo, deu o tom na Celebração Eucarística, às 10h30, na Igreja do Convento e Santuário São Francisco, no centro de São Paulo, quando Frei Marx Rodrigues dos Reis recebeu o primeiro grau do Sacramento da Ordem, o Diaconato.

O carioca Frei Marx, filho de Heloíza e Marco Aurélio Ribeiro dos Reis, pode servir, agora, ao povo de Deus na ‘diaconia’ da liturgia, da palavra e da caridade. Esse momento foi testemunhado pelos familiares, confrades das Fraternidade local e vizinhas, sacerdotes e religiosos (as) na igreja do Convento, repleta de fiéis. Ao lado de Dom Eduardo estavam como concelebrantes os franciscanos Frei Fidêncio Vanboemmel - Ministro Provincial, Frei Mário Tagliari – Guardião do Convento, e Frei Alvaci Mendes da Luz – pároco e reitor do Santuário.

Para o bispo ordenante, o diácono tem uma dupla missão: ser arauto da alegria e do amor de Deus. “Todos já sabem que o diácono é um homem de Deus, não é? Que o padre é um homem de Deus? Não é? Diácono é aquele que veio para servir e não ser servido. E se coloca a serviço, de modo particular, proclamando a Palavra de Deus para o povo de Deus; servindo no altar; e no serviço à caridade. Esse nem precisamos falar para os franciscanos. É próprio do carisma franciscano o amor aos pobres, o amor aos sofredores, o amor aos últimos. E nesse tempo bonito da Igreja, de modo particular no Pontificado do Papa Francisco, nós temos exemplos de sobra, de amor à Palavra, de amor à Eucaristia, de amor ao povo, de modo especial aos mais simples. Depois tem os demais sacramentos que, como diácono, Frei Marx irá desempenhar”, explicou Dom Eduardo.

“Nesse tempo da Quaresma, somos chamados a acolher Jesus, a Palavra de Deus encarnada no mundo, que veio para nos salvar. A missão de Jesus é essa: revelar que Deus é amor. Então, maior presente do amor de Deus para humanidade é o envio de Jesus Cristo e a sua missão é revelar que Deus é amor, que Deus é Pai, que Deus ama a cada um, a cada uma. Mesmo diante dos erros, Deus ama a todos igualmente”, enfatizou, reforçando o lema escolhido por Frei Marx: “Permanecei no meu amor” (Jo 15,9b).

 

Rito Diaconal

Após a liturgia da Palavra, deu-se início ao rito de ordenação diaconal. Frei Fidêncio apresentou o candidato eleito para o diaconato, pedindo que Dom Eduardo o ordenasse, atestando assim, a sua idoneidade bem como a aprovação do Governo Provincial.

Acolhendo o chamado e a missão que o próprio Senhor lhe confiava neste momento, Frei Marx confirmou diante da Igreja e de seu pastor, o seu firme propósito de cumprir fielmente o ministério diaconal. Reconhecendo, porém, as grandes exigências deste ministério e a necessidade da graça divina, Frei Marx prostrou-se por terra, enquanto Dom Eduardo convidou toda a comunidade a implorar, juntamente com todos os santos e santas de Deus, por este irmão eleito para o ministério diaconal.

Em seguida, estando o ordenando de joelho, Dom Eduardo impôs as mãos sobre a sua cabeça. No rito de ordenação diaconal, apenas o bispo é quem impõe as mãos, diferentemente da presbiteral, quando todo o colegiado dos presbíteros impõe as mãos também. Após um breve momento de silêncio, o bispo ordenante, de mãos estendidas, faz a prece de ordenação.

Após a solene imposição das mãos do bispo e a Prece de Ordenação, os pais trouxeram em procissão a estola diaconal e a dalmática. Frei Mário e Frei Roberto Aparecido, seu colega de turma, ajudaram a vesti-lo. Depois, ele recebeu das mãos do bispo o Evangeliário: “Recebe o Evangelho de Cristo, do qual foste constituído mensageiro; transforma em fé viva o que leres, ensina aquilo que creres e procura realizar o que ensinares”, disse D. Eduardo. E, por fim, através de um caloroso abraço, o bispo acolheu o neodiácono e desejou-lhe a paz. Ele também foi abraçado pelos pais e pelos seus confrades.

Terminado o rito, Frei Marx passou a servir no altar pela primeira vez como diácono.

 

Texto e Fotos: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil/Comunicação



"Santuário inicia sequência de visitas pelo Largo São Francisco"

 12/03/2018 12:14:01


Quase duas horas de duração e uma profunda imersão numa história iniciada há 370 anos. Assim foi a manhã do último sábado, 3 de março, para um grupo de 20 pessoas que participou da primeira visita guiada pelo conjunto arquitetônico do Largo São Francisco.

No trajeto os visitantes puderam contemplar as três construções que integram este importante e histórico trecho localizado no coração da cidade de São Paulo: o universo barroco do Convento e Santuário São Francisco, a Igreja de São Francisco das Chagas, levantada pela Ordem Terceira, com direito a passagem pelo museu e mausoléu, e ainda o prédio da Faculdade de Direito, cuja construção foi erguida na área ocupada pelo antigo convento.

Relatando fatos históricos, iniciados ainda no período do Brasil Colonial quando se instalou na “vila” de São Paulo o Convento de São Francisco, até os dias atuais, e mesclando com o contexto religioso, Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM, atual pároco e reitor do Santuário, foi guiando o grupo, sem deixar de focar nas ações hoje desenvolvidas pelas diversas pastorais presentes na paróquia e os serviços de acolhida oferecido pelos freis, principalmente aos mais necessitados.

“Nosso objetivo é propor um aprofundamento nestes espaços que fizeram e fazem parte da história de São Paulo. Nossa cidade, cada vez mais, atrais turistas, vindos até de outros países. Enquanto alguns se interessam pela arquitetura, outros buscam a riqueza das construções associada às histórias que carregam. E nossas igrejas, sem dúvida, tiveram um papel importante na formação desta cidade. É o que queremos mostrar”, completa Frei Alvaci, entusiasmado com este novo projeto.

Os encontros serão mensais, sempre no primeiro sábado. Para participar é preciso se inscrever, com antecedência, na Secretaria do Santuário, e pagar uma taxa de R$ 20 (vinte reais) por pessoa.

 

Livro

Outra forma de se aprofundar neste universo é adquirindo o livro “Convento e Santuário São Francisco - 370 anos de História, Acolhida e Fé no Coração de São Paulo”, lançado em setembro do ano passado quando o Santuário completou 370 anos. Os exemplares estão à venda na lojinha do convento, ao preço de R$ 5 (cinco reais).

 

Serviço
Visitas Monitoradas ao Largo São Francisco

Todo 1º sábado do mês, 10 horas

Taxa: R$ 20 (por pessoa)

Inscrições: (11) 3291-2400

 

Texto: Rafael Faria/Pascom – Santuário São Francisco

Fotos: Ana Lucia Armigliato/Pascom – Santuário São Francisco



"Santuário terá Ordenação Diaconal de Frei Marx"

 05/03/2018 17:28:16


Frei Marx Rodrigues dos Reis, OFM vive a expectativa do momento solene que marcará sua trajetória religiosa. No próximo dia 11 de março, às 10h30, no Convento e Santuário São Francisco, dará um passo muito importante em sua vida e caminhada franciscana, onde, pela imposição das mãos do bispo auxiliar de São Paulo, Dom Eduardo Vieira dos Santos, será ordenado diácono para o serviço da Igreja.

“Tenho o coração em festa. Pois celebrarei o mistério de amor de Deus. Deus em seu infinito amor se fez criador, redentor e santificador e assim nós o conhecemos através de seu plano de salvação, de construção de seu reino. Ser diácono para mim é ser servidor de sua mais bela face, de seu rosto de amor. Um amor que não vê barreiras, distâncias e nem limites. Por isso, tenho veneração ao ministério que irei abraçar e felicidade em amar o amor de Deus. Que venha o ministério, mas que acima de tudo, que a cada dia cresça em mim o serviço aos amados de meu Pai”, relata ele.

Frei Marx é natural do Rio de Janeiro (RJ), nasceu em 28 de setembro de 1989. Foi admitido na Ordem dos Frades Menores no dia 12 de janeiro de 2010, onde recebeu o hábito franciscano e, no ano de 2015, emitiu os votos solenes.

O ordenando escolheu como lema “Permanecei no meu amor”, passagem encontrada em João 15,9b. E fala disso apresentando os motivos que o levaram a querer ser franciscano. “Eu conheci a vida de São Francisco e notei que ele via um Cristo que se fez pequeno e esteve entre os pequenos em um ato de amor. Tal realidade foi um divisor de águas para mim. Pois vim de uma periferia, de um lugar onde as pessoas são desqualificadas e, de repente, descobrir que Deus fez dos pequenos seu projeto de Reino foi sentir que não há limites para Deus. E toda essa realidade gestou uma profissão de fé. Esse Deus tão grande e tão humilde era o Deus que eu queria seguir e Francisco me apresentou um caminho. Hoje, além dessa fé, eu tenho pela Ordem um carinho imenso traduzida na vida fraterna. Por isso, escolho um Deus, um caminho e uma fraternidade”, conclui ele, convidando a todos para que compartilhem deste momento solene em sua trajetória de doação e aceite ao chamado de Deus.

 

Programação

 

Tríduo Vocacional

1) Quinta-Feira, 8 de Março | Tema: Lava-Pés

9h       Atividade na Casa de Clara

           Rua Serra de Jairé, 316 - Belém

15h     Missa no Santuário São Francisco

 

2) Sexta-Feira, 9 de Março | Tema: O Bom Samaritano

9h e 15h  Atividade com crianças e adolescentes, no Sefras

                Rua Santa Rita do Itueto, 43 - Jardim Peri Alto

 

3) Sábado, 10 de Março | Tema: A Multiplicação dos Pães

10h30  Missa no Santuário São Francisco

14h      Atividade no Chá do Padre

            Rua Riachuelo, atrás do Santuário

 

Domingo, 11 de Março | 10h30

Missa de Ordenação Diaconal

no Santuário São Francisco



"Campanha da Fraternidade fala sobre superação da violência"

 15/02/2018 18:39:51


“O tema é desafiador”. Foi com esta afirmação que o professor e antropólogo Sergio Luiz de Souza Vieira deu início a uma palestra, na noite desta quarta-feira (14), após a missa que também abriu o Ano Pastoral no Convento e Santuário São Francisco. A frase refere-se à Campanha da Fraternidade (CF) 2018, lançada em todo país na Quarta-Feira de Cinzas, data em que se inicia a Quaresma (quarenta dias antes da Páscoa).

“Não se trata de evitar a violência, mas de superá-la. E essa é uma grande oportunidade para a Igreja”, disse ele, diante dos freis, agentes de pastorais e de várias outras pessoas que aceitaram o convite para se aprofundarem nesta discussão.

Por meio do tema “Fraternidade e Superação da Violência”, e tendo como lema “Vós Sois Todos Irmãos” (Mt 23,8), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) busca chamar a atenção da comunidade para os índices elevados de atos violentos no país. O texto-base da CF busca considerar que a violência nunca constitui uma resposta justa e que é um mal inaceitável como solução de problemas, aos olhos da Igreja Católica.

Logo no começo, Sergio Vieira resgatou os temas da CF de anos anteriores, desde 1985, dizendo que todos possuem total relação com a violência, e que agora se convergem para uma discussão única, indicando as situações que agravam este cenário: corrupção estrutural, insegurança jurídica, intolerância, falta de diálogo religioso, niilismo, cultural da violência, tráfico de pessoas, órgãos e drogas, e a desigualdade social.

Com alguns dados estatísticos em mãos, ele apontou que são registrados, no Brasil, cerca de 75 mil homicídios por ano. Número maior que o gerado por muitos conflitos mundo a fora. E ainda salientou que a nossa história mundial é de violência, inclusive no país.

“Estamos criando uma cultura que está matando Deus gradativamente, principalmente entre os jovens”, afirmou.

Ao final, ele enfatizou que a CF 2018 é uma oportunidade para a Igreja mostrar um maior engajamento, recuperando a força do laicato ao mesmo tempo que propõe um comprometimento, fazendo uma relação com a mensagem do Papa Francisco, que pede uma Igreja em saída.

Rafael Faria/Pascom 



"Exposição vai retratar vida e agonia do “Velho Chico”"

 03/01/2018 19:40:30


O ano de 2018 começa com uma nova exposição nos interiores do Convento e Santuário São Francisco. Desta vez, os trabalhos vão retratar a agonia de Francisco de Assis por um rio que canta e chora. As obras, que vão do abstrato ao clássico, reúnem telas e esculturas, na visão de Sandoval Ferreira.

O artista é natural da Serra da Canastra, em Minas Gerais, local onde nasce o rio São Francisco. Cresceu neste lugar vendo os benefícios que o “Velho Chico” proporciona para a vida das pessoas e da natureza ao redor. Mas, num sonho, se deparou com a morte do rio. Ele relata que até o nome da exposição surgiu neste momento: “Canta e Chora Francisco”, numa alusão à realidade do rio e ao seu padroeiro e o amor à natureza.

“Francisco de Assis é o padroeiro do Rio São Francisco, guardião da Canastra e zelador da nascente do Rio. Na Canastra onde o rio nasce, rio e Santo, são uma só representação de pureza e amor pela vida”, completa.

Nessa mostra, a primeira do artista, o público poderá conferir 50 obras, divididas em 25 telas – estas com uma visão abstrata, realista ou figurativa, e que retratam a realidade do rio no período de cheia e seca, e 25 esculturas, todas confeccionadas a partir de madeiras extraídas do fundo do rio, submersas, por muitos anos, e que foram reveladas na seca de 2014.

Mas quem for conferir esse trabalho também poderá contemplar o trabalho de dois convidados por Sandoval: José Limonti Junior, historiador e artista plástico de Ibiraci/MG, e Magda Belato, arquiteta e urbanista de Franca/SP, autodidata em escultura.


Serviço
Exposição: Canta e Chora Francisco

Artista: Sandoval Ferreira e convidados

Abertura: 14 de Janeiro, 10h30



"“O povo que andava na escuridão, viu uma grande Luz..."

 25/12/2017 10:13:44


“O povo que andava na escuridão, viu uma grande Luz...

Um menino nos nasceu, um filho nos foi dado.”

 


Povo querido e amado de Deus. Paz e Bem!

 

Seja todos muito bem vindos, mais uma vez, ao Santuário e Convento de São Francisco. Nesta noite santa e de luz, nesta noite clara em que desponta no presépio a nossa maior esperança, viemos recordar aqui, diante do altar o grande mistério da Encarnação do nosso Deus. Ver com os próprios olhos, como dizia São Francisco, como foi aquela noite apertada e difícil da Sagrada Família de Nazaré. Quem bom que vocês vieram aqui para ser Natal conosco. Para ser juntos dentro deste espaço sagrado.

Gostaria de aproveitar que estamos sensibilizados e com o coração amolecido, afinal de contas, nesta época do ano são tantas mensagens, textos, vídeos, que recebemos em nossos celulares e redes sociais, ou que ouvimos dos nossos amigos, parentes e colegas de trabalho, que ficamos de fato mais sensíveis, pensativos, reflexivos. Até os comerciais de televisão, rádio e impressos, nesta época são muito mais bem elaborados e emotivos, e sem querer a gente se deixa envolver por este misto de alegria, esperança, solidariedade, comoção, bem querer.

Contudo, gostaria de convidar a todos para uma reflexão, a partir das leituras que a liturgia nos propõe nesta noite. Uma reflexão um pouco mais racional, menos emotiva, contudo bem precisa quando diz respeito àquela que no presépio foi posto. Quem é este menino? Para quem veio? Qual sua missão? Quem e abraçado e acolhido por esta família? São todas perguntas que a partir da primeira leitura e do evangelho podem nos ser respondidas.

Para isso, ao ler as passagens desta noite, devemos tomar cuidado para não deixar apenas a emoção nos envolver e acabarmos esquecendo qual verdadeiro sentido do Natal. Com certeza esta pergunta já nos foi feita, vocês nas igrejas já ouviram em alguma homilia e por aí adiante. Vamos então abrir o coração para deixar o Natal ser Natal. E como disse o Papa Francisco em uma de suas homilias em um dia desses: vamos libertar o Natal da mundanidade que o tomou como refém.

Primeira leitura, profeta Isaias, profeta da esperança. A voz que grita no meio de uma sociedade desesperada, anuncia a vinda de Rei forte, maior do que todos os outros até então. Conselheiro, poderoso, príncipe da paz, atributos bem maiores do que aqueles dados ao grande Rei Davi. O que virá, segundo Isaias, e o maior de todos, aquele que inverte os valores, que acaba com as guerras, que propõe uma nova Israel. Para nos cristãos, o único que se encaixa nesta profecia, feita 700 anos antes desta noite santa e Jesus, o filho de Maria e Jose, o menino das palhas e da estrebaria.

Mas que contradição não? Desde o começo este rei tem atitudes desconcertantes: não nasce num palácio, mas numa estrebaria, não dispõe de nenhum daqueles instrumentos que nós homens julgamos indispensáveis para promover a transformação do mundo (dinheiro, armas, domínio, aliança com poderosos). Surpreende também o sinal dado aos pastores para identificá-lo, não e dito por exemplo, que eles encontraram um menino com uma aura de santidade, com cara de anjo, com uma coroa na cabeça. Nada de tudo isso, o sinal e: um menino perfeitamente normal, envolto em panos, deitado num cocho onde se coloca a comida para os animais. Ou seja, a característica mais marcante deste menino e que ele e pobre.

Assim, povo querido de Deus, desde o seu nascimento já transparece com toda a clareza qual a lógica de Deus. Ao escolher a pobreza física de uma criança ele quer nos ensinar a não confiar tanto em nossas certezas humanas que se aferram naquilo que e transitório e mutável. A deixar de lado nossa auto confiança e orgulho e enxergar mais aqueles que nós são colocados ao redor, aqueles que o mundo nos apresenta. É preciso, sempre de novo, inverter nossos conceitos.

E quem são os primeiros a visitar este estabulo? Pastores. Gente de boa fama, queridos por todos? Muito pelo contrário, os pastores eram considerados os mais impuros entre os homens. Eles não podiam por exemplo entrar no templo, local mais importante para os judeus. E o que os anjos dizem justamente para eles e para aqueles que com eles se identificam? “Para vós nasceu o Salvador”. Assim, desde o seu nascimento Jesus foi o encontrado entre os últimos da sociedade. São eles, não “os justos”, que esperam de Deus uma palavra de amor, libertação, de esperança. Ao crescer, Jesus continuará vivendo ao lado dessas pessoas: falará a sua mesma linguagem simples, usará comparações, parábolas, participará das suas alegrias e sofrimentos e estará sempre ao lado deles, contra qualquer um que pretenda marginaliza-los.

Enfim, meus irmãos e irmãs, quando eu falava no início desta homilia sobre tirarmos um pouco nosso olhar do romantismo do Natal, eu queria dizer justamente isso. Muitas vezes esquecemos que o primeiro Natal foi esta grande mensagem de Deus para a humanidade toda: um Deus pobre, no meio dos pobres, que abraça os que sofrem. A gente esquece que Natal só é Natal se for para todos, se for inclusivo, se for solidário. No presépio já está bem clara a dinâmica de Deus, de um lado aqueles irão precisar de Jesus durante a vida toda, do outro aqueles que não precisam de Salvador.

Não vamos nos esquecer, por favor, nesta noite santa daqueles pelos quais o menino teve carinho especial a vida inteira. Que seja Natal todos os dias com bem queremos e cantamos em nossas canções natalinas.

Enfim, que está noite de luz, possa nos envolver ainda mais, e que com os pes no chão da história possamos abraçar e acolher hoje aqueles que não poderão nesta noite celebrar o Natal. Aqueles que como a Sagrada Família não terão lugar, não serão lembrados, não poderão cantar “Noite Feliz” e não trocarão presentes. Eu acho que para estes o anuncio de Isaias ainda ressoa, o cantar dos anjos ainda clama e Maria, Jose e o menino abraçam mais do que nunca.

 

Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM

Pároco e Reitor do Santuário São Francisco

(Homilia da Noite de Natal - Missa do Galo)



"São Paulo reúne exposição com presépios de mais de 20 países"

 16/11/2017 15:59:07


Com abertura no dia 3 de dezembro, a 28ª Exposição Franciscana de Presépios acontece no Santuário São Francisco, patrimônio histórico de São Paulo

 

A decoração nos shoppings e lojas de rua já denunciam: o Natal está chegando. E cumprindo uma tradição, vem aí mais uma Exposição Franciscana de Presépios, no Convento e Santuário São Francisco que, neste ano, chega a sua 28ª edição, com o tema “370 Anos da Casa de Francisco: a Casa do Presépio!”.

Vale lembrar que em 2017 o convento celebrou 370 anos de fundação, com a inauguração deste lugar que é referência de acolhida aos mais necessitados e fé, em pleno coração da cidade de São Paulo.

Iniciada há quase três décadas, a exposição faz parte do calendário das festividades natalinas da cidade de São Paulo. A mostra será aberta ao público no dia 3 de dezembro, com a missa das 10h30, e ficará disponível para visitação gratuita até 7 de janeiro, no Salão São Dâmaso, no Claustro do Convento.

São 30 conjuntos, originários de diversos países, e feitos dos mais diferentes materiais, de argila à sucata. Um dos destaques é uma reprodução vinda de Assis, na Itália. A obra, com 43 peças, é feita em argila e resina, e retrata, além da cena do nascimento de Jesus, a Assis da época em que Francisco viveu. “Uma verdadeira obra de arte”, relata o frei Alvaci Mendes da Luz, pároco e reitor do Santuário.

Aguardada com entusiasmo, a exposição ganha um destaque especial por acontecer justamente numa igreja franciscana. Isso porque foi São Francisco de Assis o primeiro a montar um presépio tal qual conhecemos hoje. A ideia surgiu enquanto o santo lia, numa de suas longas noites dedicadas à oração, um trecho bíblico que narrava o nascimento de Cristo.

No ano de 1223, na cidade italiana de Greccio, Francisco celebrou o Natal e encenou a vinda de Jesus ao mundo. Os biógrafos citam a cena da noite preparada com tochas, numa gruta, inclusive com um boi e um jumento. A criativa encenação agradou e se tornou conhecida pelo mundo inteiro. A partir daí, a divulgação e propagação do presépio, símbolo do Natal, se deve, em grande parte, aos franciscanos. E mesmo após tanto tempo, encanta fiéis do mundo.

“O nascimento de Cristo foi o maior evento da humanidade. É o momento em que o céu resolveu descer para habitar no meio dos homens. Isso é tão grande e fascinante, mas ao mesmo tempo, tão envolto em sinais simples como o estábulo, os animais, os pastores. O que faz com que a representação do Natal, do nascimento do menino Deus, seja ainda tão viva é talvez a grandiosidade do mistério que a envolve. Francisco de Assis era um apaixonado por este mistério, por isso tem a delicadeza de representar o Natal pela primeira vez em forma de presépio!”, relata Frei Alvaci.

A 28ª Exposição Franciscana de Presépios ficará aberta das 9h às 17h de terça a sábado, e aos domingos das 8h às 13h. Não haverá expediente nos dias 25 e 1º de janeiro. O Convento São Francisco fica localizado no Largo São Francisco, 133, no centro de São Paulo, próximo à estação Sé do metrô.

 

Serviço

28ª EXPOSIÇÃO FRANCISCANA DE PRESÉPIOS

Período: 3 de dezembro a 7 de janeiro

Horário de visitação:

- de terça a sábado: das 9h às 17h

- aos domingos: das 8h às 13h

ENTRADA GRATUITA



"Santuário vai celebrar o Dia Mundial dos Pobres"

 09/11/2017 15:34:28


Como gesto concreto fiéis podem doar cestas básicas que serão encaminhadas às famílias atendidas pela Pastoral da Criança

 

O Convento e Santuário São Francisco vai celebrar no próximo dia 23 de novembro (23º Domingo do Tempo Comum), o Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco, no último dia 13 de junho. Nesta primeira ocasião, o tema escolhido foi “Não amemos com palavras, mas com obras”. Instituído por Francisco, na conclusão do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, com uma Carta Apostólica intitulada “Misericórdia e mísera”, o objetivo é ser um sinal concreto do Ano Jubilar.

Segundo o pároco e reitor do Santuário, Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM, esta é mais uma oportunidade que o Papa Francisco apresenta a todos os cristãos católicos para viver a misericórdia. E assim, como gesto concreto, ele convida para que os fieis tragam cestas básicas até o dia 19 de novembro, no próprio Santuário. “Depois, vamos encaminhar estes alimentos para as famílias atendidas pela nossa Pastoral da Criança”, explica ele.

Em sua mensagem, quando instituiu o Dia Mundial dos Pobres, na ocasião da Festa de São Antônio, o Papa Francisco inicia com a citação evangélica do tema central: “Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade”. Estas palavras do apóstolo São João – diz Francisco – são um imperativo do qual nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo “discípulo amado” até aos nossos dias, tem pleno sentido diante das palavras vazias que saem da nossa boca. O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus: “Ele nos amou primeiro, a ponto de dar a sua vida por nós”. Deste modo, a misericórdia, que brota do coração da Trindade, se concretiza e gera compaixão e obras de misericórdia pelos irmãos e irmãs mais necessitados.

Neste sentido, o Santo Padre fez diversas referências da vida de Jesus, que ecoou, desde o início, na primeira Comunidade eclesial, que assumiu a assistência e o serviço aos pobres, com base no ensinamento do Mestre, que proclamou os pobres “bem-aventurados e herdeiros do Reino dos Céus”. Contudo, aconteceu que alguns cristãos não deram a devida atenção a este apelo, deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas, o Espírito Santo soprou sobre muitos homens e mulheres que, de várias formas, dedicaram toda a sua vida ao serviço dos pobres.

O Papa então recordou que, nestes dois mil anos, numerosas páginas da história foram escritas por cristãos que, com simplicidade e humildade, se colocaram a serviço dos seus irmãos mais pobres. E citou alguns nomes que mais se destacaram na caridade, como São Francisco de Assis, testemunha viva de uma pobreza genuína. “E Francisco foi seguido por tantos outros homens e mulheres santos, ao longo dos séculos. Não se contentou em abraçar a dar esmola aos leprosos, mas decidiu ir a Gúbio para estar com eles. Ele mesmo identificou neste encontro a viragem da sua conversão: ‘Quando estava nos meus pecados, parecia-me deveras insuportável ver os leprosos. E o próprio Senhor levou-me para o meio deles e usei a misericórdia para com eles. E, ao afastar-me deles, aquilo que antes me parecia amargo converteu-se para mim em doçura da alma e do corpo” (Test 1-3: FF 110). Este testemunho mostra a força transformadora da caridade e o estilo de vida dos cristãos”, fala o Santo Padre.

O nosso mundo, muitas vezes, não consegue identificar a pobreza dos nossos dias, com suas trágicas consequências: sofrimento, marginalização, opressão, violência, torturas, prisão, guerra, privação da liberdade e da dignidade, ignorância, analfabetismo, enfermidades, desemprego, tráfico de pessoas, escravidão, exílio e miséria. A pobreza é fruto da injustiça social, da miséria moral, da avidez de poucos e da indiferença generalizada.

Por isso, o Papa conclui sua Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres convidando toda a Igreja a fixar seu olhar, neste dia, a todos os que estendem suas mãos invocando ajuda e solidariedade. “Que este dia sirva de estímulo para reagir à cultura do descarte, do desperdício e da exclusão e a assumir a cultura do encontro, com gestos concretos de oração e de caridade, para uma maior evangelização no mundo. Os pobres não são um problema, mas um recurso para acolher e viver a essência do Evangelho”, conclui o papa.



"Ato Inter-Religioso reúne líderes pela paz e contra violência"

 01/11/2017 10:57:29


Não é uma cena comum de se ver. Quem estava do lado de fora certamente estranhou quando viu uma Mãe de Santo, um monge budista e um sheikh entrando no Convento e Santuário São Francisco. Já quem estava do lado de dentro, e acompanhou todo esse encontro, certamente se emocionou, principalmente no momento em que a Oração de São Francisco foi cantada pelo coral e acompanhada por todas essas lideranças religiosas.

O Ato Inter-Religioso pela Paz foi uma realização do Sefras – Serviço Franciscano de Solidariedade, que anualmente promove a Semana da Paz, que ocorre no mês de outubro, lembrando um encontro em favor da paz promovido pelo então Papa João Paulo II, na cidade em Assis, na Itália, no ano de 1986.

Na ocasião, diversos líderes religiosos afirmaram que todas as matrizes religiosas são responsáveis por difundir e apoiar a cultura de paz e da solidariedade. Este encontro foi tão importante que gerou um movimento chamado “Espírito de Assis”.

E assim, inspirados em Francisco de Assis, que foi um homem essencialmente voltado para o encontro com o outro e com o diferente, um homem do diálogo e da paz, é que o Sefras leva adiante esta programação, que neste ano teve como tema: “Pela Paz, contra todas as formas de violência”.

Na noite desta terça-feira, 31 de outubro, participaram a Mãe de Santo Caroline de Xangô (religião de matriz africana), o sacerdote Brahma Mamesh (hinduísmo hare krishna), reverendo Jorge (igreja anglicana), monge Daniel Calmanowitz (budista tibetano), sheikh Mohamad Al Bukai (islamismo), um representante do espiritismo Afonso Moreira Junior (espiritismo com Allan Kardec) e Frei Fidêncio Vanboemmel (provincial dos franciscanos, igreja católica). Também fora convidado um representante da igreja luterana, no entanto, em função das comemorações dos 500 anos da Reforma Luterana, também ocorrida no mesmo dia, não pode estar presente.

Logo no início, o ato teve o Canto das Três Raças, de Clara Nunes, como inspiração, seguido de boas-vindas a todos os presentes. Frei Alvaci Mendes da Luz, pároco e reitor do Santuário, fez a acolhida, evidenciando que Igreja de São Francisco sempre estará aberta para os corações que promovem a paz. Em seguida, foi a vez de Frei Vitório Mazzuco, especialista em Teologia Espiritual e em Espiritualidade Franciscana, apresentar Francisco, como homem da paz e da solidariedade.

Entre uma fala e outra, cabia ao Coral de Clara, projeto desenvolvido pelo Sefras, no bairro do Belém, animar o encontro. A seguir, de forma rápida, mas profunda, cada representação religiosa falou sobre a paz, conforme praticam em suas particularidades. Sheikh Mohamad Al Bukai, por exemplo, evidenciou que São Francisco, e tantos outros personagens ao longo da história da humanidade, como profetas e Jesus Cristo, continua vivo porque em vida propagou a mensagem de viver para o outro. “Este é o verdadeiro segredo da eternidade”, completou.

Já frei Fidêncio, o último a se manifestar, disse que cada palavra soava como notas de uma mesma música, que apesar das diferenças, estavam na mesma harmonia, longe de desafinarem.

Após essas manifestações, de mãos dadas, aconteceu um minuto de silêncio em memória dos mortos pelas violência e pelas guerras, seguido de uma oração, de cada líder, que ao seu modo, também pediram pela paz. E coube, ao final, ao Frei José Francisco, coordenador do Sefras, agradecer os presentes e convidar a todos para uma confraternização. 


"Trânsito de Nosso Seráfico Pai São Francisco"

 03/10/2017 22:18:53


Caros irmãos e irmãs, Paz e bem!

 

Nessa noite santa em que recordamos aquele dia 3 de outubro de 1226, temos duas possibilidades de celebração: a primeira delas é fazermos uma recordação tranquilizante, fazendo a memória dos últimos momentos da vida de São Francisco como um mero acontecimento do passado, deixando-o quase que como em um asilo de paz, de certa protegido por um filtro de inofensividade. Trata-se apenas da recordação de um fato acontecido há mais de oito séculos, que em nada toca a nossa vida concreta, servindo apenas para uma rápida e passageira emoção e, de certa forma, como um tranquilizante de nossas consciências.

No entanto, há uma outra forma de memória, que é uma recordação mais desafiadora e até mesmo desconfortante. Trata-se da recordação do passado da qual surgem novas e desafiadoras perspectivas para o presente e para o futuro. Essa segunda maneira de fazermos memória desse trânsito de São Francisco, em que procuramos tirar lições para a nossa atualidade, talvez esteja mais próxima daquilo que ele mesmo nos pediu e advertiu, quando na sua sexta admoestação lembrava que seria “uma grande vergonha para nós, servos de Deus, terem os santos praticado obras dignas de serem exaltadas e nós querermos receber honra e glória somente por contar e pregar o que eles fizeram”. (Adm 6).

Assim, creio que celebrar esse trânsito de São Francisco no mais genuíno espírito de nosso carisma é mais que simplesmente lembrar e destacar os seus últimos momentos e a sua passagem para a vida eterna, mas é comprometer-se em tentar descobrir e vivenciar a mesma proposta que ele abraçou com tanta radicalidade e a maneira como ele foi construindo a sua vida até chegar ao encontro da sua morte.

Pois bem, diante disso, penso que celebrarmos hoje a morte de São Francisco, a quem ele acolheu como sendo irmã, é celebrar e entender, antes de tudo, a sua própria vida. A maneira como ele viveu determinou a maneira como ele morreu.

Conforme nos narram as Fontes Franciscanas, não vemos em Francisco um desespero, uma angústia ou medo apavorante diante do crepúsculo da sua vida. Sua serenidade, a maneira como celebra e abraça a morte, fazendo daquele momento uma solene e alegre liturgia, é fruto de uma vida de busca de conformidade com o Senhor. A maneira como ele viveu, procurando identificar a sua vida àquele a quem Ele tanto amou, lhe conferiu a capacidade de partir alegre e calmamente aos braços do Pai. Desse modo, Francisco nos ensina que a nossa morte é preparada também pela maneira como vivemos. Nossa morte vai ser fruto da maneira como nos relacionamos com Deus, com as coisas, com o nosso corpo, com as pessoas e com toda a criação, pois vida e morte são faces da mesma realidade.

Assim, a celebração o trânsito de São Francisco torna-se também um apelo profético para a nossa sociedade excludente e geradora de uma morte, que nada tem de irmã e nem tampouco é querida e desejada por Deus. Trata-se daquela morte gerada pela negação das condições de dignidade para os mais pobres. Daquela morte que é fruto do desvio de verbas públicas e do enriquecimento ilícito de tantos. Trata-se daquela morte prematura dos jovens negros e periféricos de nossas grandes cidades. Trata-se daquela morte incitada pelo preconceito, pela exclusão e pelo ódio àquilo que é diferente. Uma morte gerada pela não aceitação das nossas diversidades de credo, gênero, sexo, raça, cor e condição social. Trata-se daquela morte gerada pela violência doméstica. Daquela morte gerada pelo nosso modo de vida consumista e acumulativo. Daquela morte gerada pela indústria bélica, pelo tráfico de drogas, pela exploração sexual e pelo trabalho escravo. Trata-se daquela morte gerada pelo desemprego, que assola mais de 13 milhões de brasileiros. Trata-se, infelizmente, daquela morte incitada e justificada, inclusive, em nome da fé e de Deus. Daquela morte incitada por pessoas que trazendo a bíblia debaixo do braço fazem da palavra de Deus uma arma para julgar, condenar e desqualificar quem pensa, sente, ama, se relaciona e reza diferente. 

Diante dessas tantas mortes, queremos, como Franciscanos, dizer que a morte é bem-vinda e é irmã somente quando ela é construída por uma vida de justiça e dignidade. Diante dessas tantas culturas e situações de morte, temos o dever de apresentar ao mundo a figura de Francisco de Assis, que celebrou a sua morte porque foi um grande promotor da vida. Ao olharmos a maneira como ele relacionou-se com as pessoas, com a natureza, com os mais pobres, com as minorias, com os indefesos e frágeis, iremos entender exatamente porque ele pôde acolher a morte de maneira tão leve e feliz.

Francisco nos ensina que só pode morrer bem quem vive bem. Só pode morrer tranquilo e pacificamente quem soube fazer da sua vida também uma promoção da paz. Só pode acolher a morte como irmã quem se fez irmão de toda a criatura. Em um mundo marcado por preconceitos, xenofobia, ódios e divisões, Francisco nos ensina que para acolher a morte como irmã é necessário, antes de tudo, ser irmão de toda a criatura.

Portanto, celebrar a morte alegre e feliz de Francisco significa fazer memória de uma vida de penitência e conversão. De uma vida que não cedeu aos apelos da apropriação, do poder, do domínio, do acúmulo, da corrupção, da mentira, da exclusão, do legalismo, da falsa moralidade e da sedução das coisas mundanas.

Que nessa noite façamos da celebração da morte desse grandioso sol de Assis também um apelo à nossa própria conversão e uma releitura crítica da nossa própria vida. Que aprendamos com São Francisco que a vida e a morte são uma opção, uma escolha de um caminho. Que assim como ele optou em viver a sua vida dentro do caminho das bem-aventuranças e, consequentemente, encontrou-se com a morte com alegria e desprendimento, que nós também possamos viver a nossa vida de acordo com a proposta de Jesus, fazendo opções realmente evangélicas e em favor dos últimos, de modo que ao chegarmos ao termo de nossa existência também possamos acolher a morte não como inimiga, mas como irmã e como porta de acesso à vida.

Que como São Francisco, possamos um dia dizer: louvado sejas meus Senhor pela nossa irmã, a morte corporal. Paz e bem!

Frei Diego Atalino de Melo



"Pe. Zezinho fará encerramento da Festa de São Francisco"

 26/09/2017 20:26:19


Em 2017 o Convento e Santuário São Francisco também celebra 370 anos de atividades. O convento foi fundado em 17 de setembro de 1647. Recentemente, ganhou uma nova pintura na fachada, resgatando as cores originais.

 

            A Festa de São Francisco deste ano, no Convento e Santuário São Francisco, terá a presença do Pe. Zezinho, scj. Ele confirmou que irá celebrar a última missa de 4 de outubro, às 18 horas. O sacerdote é considerado um dos maiores nomes da música cristã e pioneiro do gênero no Brasil. Além de cantar, desde 1967, começou a compor em 1964. Em 2010 recebeu a indicação para concorrer ao Grammy Latino, na categoria “Melhor Álbum de Música Cristã, em português”.

            Seu programa de rádio é gerado para várias emissoras do país, além de apresentar um programa na TV Século XXI. Entre suas canções mais conhecidas estão Um Certo Galileu, Maria de Nazaré, Amar Como Jesus Amou, Oração pela Família e Maria da Minha Infância.

            Antes da missa das 18 horas, outras sete celebrações estão programadas, praticamente de hora em hora: 7h30, 9 horas, 10h30, 12 horas, 13h30, 15 horas e 16h30. A programação diária ainda inclui benção das criaturas (com os freis dos santuários abençoando os animais de estimação), stand de adoção de animais, stand vocacional, stand do Zoológico de São Paulo, apresentações culturais, mini quermesse e a venda do tradicional bolo de São Francisco, com medalhinhas do santo em seu recheio.

 

Novena

            Até 3 de outubro também acontece a Novena de São Francisco. As missas, de terça a sábado, são celebradas às 15 horas. No domingo às 10h30 e na segunda às 12 horas.

            Já no domingo, 1 de outubro, às 9h30, uma procissão sairá do Mosteiro de São Bento, seguindo até o Convento e Santuário São Francisco, com missa presidida pelo Abade do Mosteiro, Dom Mathias. Também estarão presentes outros monges beneditinos, frades carmelitas e frades dominicanos.

            Na segunda a animação contará com a presença dos Frades Menores, Frades Capuchinos, Conventuais e da TOR. Enquanto na terça a missa será presidida pelo Pe. Francisco das Chagas, com animação da Juventude Franciscana, Ordem Franciscana Secular e Irmãs Franciscanas.

 

Outras atividades

Reconhecido patrono da natureza e dos animais, São Francisco estará mais perto dos animais do Zoológico de São Paulo na segunda, dia 2, às 15 horas. Os freis do convento farão a tradicional benção no Zoo.

Já na terça a família franciscana lembra o Trânsito de São Francisco – a celebração em memória de sua morte. Às 18 horas acontece a celebração, com encenação e um coro de vozes masculinas acompanhando este solene momento.

 

Convento e Santuário São Francisco

Atualmente, 18 frades vivem no Convento e Santuário São Francisco e se revezam em diversos serviços e trabalhos pastorais, tais como atendimento de confissões, celebrações eucarísticas, aconselhamento espiritual, acompanhamento vocacional, bem como no cuidado e no acolhimento dispensado à população de rua e na busca por justiça social.



"NOVENA E FESTA DE SÃO FRANCISCO – 2017"

 20/09/2017 17:07:15


NOVENA E FESTA DE SÃO FRANCISCO – 2017


23 de Setembro, sábado

  • 12h: Missa Nordestina em honra a São Francisco das Chagas
  • 14h: Tarde de Prêmios


24 de Setembro, domingo

  • 10h30: missa com investidura de novos coroinhas

01 de Outubro, domingo

  • 9h30: Procissão com saída do Mosteiro de São Bento, com missa celebrada pelo abade do mosteiro, Dom Mathias


02 de Outubro, segunda-feira

  • 15h: Bênção no Zoológico de São Paulo


03 de Outubro, terça-feira

  • 18h: Trânsito de São Francisco, a celebração da sua morte (passagem), cantado por um coro de vozes masculinas.

 

Novena de São Francisco


De 25 de Setembro a 3 de Outubro

Segundas: 12h – Terça à Sabado: 15h – Domingo: 10h30

 

04 de Outubro, quarta-feira – Dia de São Francisco


Missas ao longo do dia

Bênção das Criaturas

Apresentações Culturais

Mini Quermesse

E muito mais!



"Convento e Santuário São Francisco celebra 370 anos de história"

 17/09/2017 20:31:08


Missa presidida pelo Cardeal de São Paulo teve ainda a leitura de uma carta encaminhada pelo Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, Frei Michael Perry e o lançamento do livro que reconta a trajetória do convento

 

Do lado de fora a nova pintura da fachada do Convento e Santuário São Francisco dava as boas-vindas às centenas de pessoas que ali compareceram para celebrar a festa da Impressão das Chagas de São Francisco e os 370 anos do Convento. Uma campanha que só foi possível graças a inúmeros benfeitores e colaboradores que, desde o começo do ano, assumiram o compromisso dessa obra, trazendo novamente as cores originais do prédio.

Do lado de dentro, tudo pronto para a grande festa. Flores, novas alfaias e toalhas, e o coral pronto para dar ainda mais brilho à missa que foi presidida pelo Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Cardeal Scherer, às 10h30.

Logo em sua saudação inicial ele fez referência à história e ao trabalho dos franciscanos na capital. “Hoje, celebrando aqui, quero aproveitar para agradecer, em nome da Igreja de São Paulo e da Arquidiocese, à comunidade franciscana por toda a contribuição dada à vida e à missão da Igreja em São Paulo. E também quero incentivar e encorajar os freis que hoje estão aqui, que formam a comunidade do Convento e são os continuadores de uma obra que começou há muito tempo e produziu tantos e belos frutos, a continuarem a dar esse testemunho  franciscano, tão rico e belo, para a cidade de São Paulo”.

Ao lado de Dom Odilo, outros freis concelebraram essa festa: Frei César Külkamp – vigário provincial, Frei Alvaci Mendes da Luz – pároco e reitor do Santuário; Frei Mário Tagliari – guardião do Convento; Frei Gustavo Medella – definidor provincial; Frei Germano Guesser – pároco do Pari; e outros sacerdotes da Fraternidade. Também estavam presentes leigos franciscanos da OFS, Jufra, religiosos e religiosas da cidade e região e os fiéis do Santuário.

Durante sua homilia, o Cardeal de São Paulo recordou o tempo de fundação do Convento e o pioneirismo dos franciscanos, que formam uma das mais antigas comunidades religiosas masculinas em São Paulo, ao lado dos jesuítas, beneditinos e carmelitas. E recordou ainda dos vários franciscanos que foram bispos e arcebispos de São Paulo, entre eles Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns e o Cardeal Dom Cláudio Hummes.

Ao falar da solenidade das Chagas de São Francisco recordou da profunda crise que ele vivia, isso no ano de 1224. “Francisco viveu, digamos assim, uma profunda crise de busca, de angústia, interrogando-se sobre a decisão que tinha tomado e se era mesmo este caminho. Os santos podem nos parecer pessoas que tomam decisões sem muitos problemas. Mas ao contrário disso, os santos tomam decisões sérias na vida e depois pagam caro por elas. Podem ler na vida de todos os santos e mártires. Mesmo os santos místicos. Pagam caro pela decisão de abraçar inteiramente a graça de Deus. E, por isso, eles também passam por momentos de angústia, de incertezas, e buscam a luz de Deus e a resposta de Deus para o passo a ser dado. Não foi diferente com São Francisco”, explicou o Cardeal.

“Foi assim que rezando nas montanhas centrais da Itália, no Monte Alverne, que ele teve este momento de grande experiência mística de resposta de Deus. Resposta de Deus, de Jesus Cristo, para a sua busca. E assim apareceram as chagas de Cristo em seu corpo. Francisco, em vez de ficar apavorado, passou a viver muito serenamente, compreendendo que era a resposta de Deus”, observou D. Odilo.

Para o Arcebispo, as chagas de Cristo no corpo de Francisco era sua identificação sempre mais profunda com Cristo e com o Cristo sofredor, obediente ao Pai, com Cristo expressão da máxima misericórdia de Deus pela humanidade, que se entregou inteiramente por amor à humanidade ao ponto de se deixar pregar na cruz. E foi a partir destes Estigmas, segundo o Cardeal, que Francisco pôde viver plenamente entregue à graça de Deus. “Pôde viver plenamente entregue à misericórdia de Deus. Não mais pretendendo nada de si e de suas capacidades humanas. O que contava, agora, para ele era ser todo de Cristo, ser todo de Deus, para assim ser todo dos irmãos, ser todo da humanidade, ser tudo da obra de Deus. É por isso que ele expressa de maneira tão bonita quando diz ‘Meu Deus e meu Tudo’. Tudo o resto é pequeno diante deste Grande Bem e Supremo Bem, o Sumo Bem, este Bem que Jesus diz que não se pode nunca perder e nem trocar por nenhum outro”, completou.

 

Mensagens e agradecimentos

            A missa seguiu com seus ritos. Durante o ofertório, crianças da catequese fizeram referência a alguns momentos da vida de Francisco. Da riqueza ao encontro com os pobres e doentes. Da conversão ao entendimento de sua missão.

            Já após a Comunhão, coube ao vigário provincial, Frei César, ler a mensagem do Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, Frei Michael Perry, que, em tese, escreveu: “Francisco de Assis, continuamente, nos interpela a reconstruir a Igreja e a sociedade diante dos tantos desafios e exigências da presença de vocês nesta comunidade e os convido, nestes 370 anos, a renovar suas forças na missão que o Senhor lhes confiou. O trabalho é árduo e os desafios são muitos, contudo, é preciso recomeçar sempre. Recomeçar porque até agora pouco ou nada fizemos, nos recorda o Seráfico Pai”.

Frei Alvaci Mendes da Luz, fez ainda os agradecimentos finais, não deixando de citar todos que fizeram e fazem a história do Convento. “Agradeço ao Cardeal que aceitou prontamente o convite de celebrar essa Missa de Ação de Graças. Agradeço aos confrades e ao Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, na pessoa de Frei César Külkamp, o vigário provincial, todas as pastorais e movimentos deste Santuário e Igreja Paroquial, que tem vida neste centro de São Paulo, que movimenta e faz história”, disse.

Por fim, fez referência à pintura da fachada. “Quero agradecer às pessoas que nos ajudaram na campanha pela pintura da fachada desta igreja. Obrigado à Igreja de São Paulo por acolher os franciscanos. E como dizem os franciscanos, Paz e bem!”, desejou.

Antes da benção final o jornalista Rafael Faria, que coordenada a Pastoral da Comunicação do Santuário, entregou a Dom Odilo um exemplar do novo livro que conta essa história de 370 Anos, e que pode ser adquirido, a partir deste domingo, na lojinha da igreja.

“Que este aniversário dos 370 anos seja mais um belo momento desse ‘fazer história’. Que o carisma franciscano, que é sempre atual, porque é o carisma do Evangelho, é coração do Evangelho, possa ajudar a Igreja se renovar  nesse tempo que precisa muito!”, disse D. Odilo, concluindo a celebração.



"Caminhada noturna atrai centenas de pessoas ao Santuário"

 15/09/2017 20:15:13


Frei Alvaci, atual pároco e reitor, direcionou a visita, retratando curiosidades históricas que fazem parte da formação do povo cristão da capital

 

Por volta das 20 horas a frente do Teatro Municipal de São Paulo já estava tomada de gente. Desta vez, o destino da Caminhada Noturna, que há 13 anos mobiliza interessados na história do centro da capital paulista, era o conjunto franciscano, localizado no Largo São Francisco que, neste domingo, completa 370 anos de fundação.

Carlos Beutel, empresário que idealizou o projeto, disse inicialmente que o foco dessa ação é sempre conhecer para cuidar e respeitar. “Cabe a cada um de nós o zelo pela nossa história”, completou ele.

Pároco e reitor do Santuário São Francisco, o frei Alvaci Mendes da Luz deu as boas-vindas aos visitantes ainda no Municipal e explicou que a visita passaria pelas duas igrejas que compõe essa história, além dos ambientes internos, incluindo um mausoléu.

Mas, a primeira parada foi frente à Igreja de Santo Antônio, na Praça do Patriarca. Afinal, foi ali que, em 1639, inicialmente se estabeleceram os sete frades vindos dos Rio de Janeiro e que deram início ao Convento de São Francisco, com sua inauguração em 1647.

Mais alguns minutos de caminhada e a chegada ao destino. Frei Alvaci logo tratou de distinguir os três prédios, incluindo também a Faculdade de Direito cujo atual terreno pertencia aos freis com seu antigo convento. Ele falou dos conflitos que dominaram a época até a inauguração do novo prédio da faculdade, ocorrido em 1930.

Antes de entrar nas igrejas a contemplação da nova pintura. Durante os meses de 2017 foi realizado um intenso trabalho que angariou recursos para resgatar as cores originais do Santuário São Francisco.

 

Igrejas

A Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco, da Ordem Terceira, foi a primeira a ser visitada. O espaço, mantido pelos leigos franciscanos, chama a atenção pelo dourado muito presente em seus detalhes e também pela imagem de Francisco de Assis recebendo a impressão das chagas de Cristo em seu corpo.

A sacristia, o claustro e também o mausoléu – onde figuras importantes de São Paulo, como o Major Tobias de Aguiar, estão sepultadas, fizeram parte da visitação.

Já na igreja principal, de São Francisco, Frei Alvaci completou relatos da história, destacando detalhes da construção das paredes em taipa de pilão, até o incêndio de 1880 que deixou apenas a estrutura das próprias paredes e as imagens de São Francisco e de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, ambas do século XVII, ambas resgatadas pelos freis.

Detalhes da vida de Santo Antônio de Sant´Ana Galvão (Frei Galvão), que morou no convento por 60 anos, também foram lembrados, da mesma forma que os pães, feito pelos frades e vendidos na porta da igreja, e as obras sociais realizadas.

O grupo pode ainda visitar as exposições em cartaz por ocasião dos 370 anos. A primeira com quadros do pintor Edu das Águas, que retratam ambientes internos e externos do Santuário. A segunda com fotos de Douglas Mansur sobre o também franciscano Dom Paulo Evaristo Arns, falecido aos 95 anos em 2016.

 

Impressões

A cada explicação os olhares das mais de 250 pessoas que acompanharam a visita se mostravam atentos. Não faltaram fotos e questionamentos. Segundo o coordenador do grupo, Carlos Beutel, mais uma vez o movimento superou as expectativas. “Isso acontece sempre que visitamos o Santuário. As pessoas gostam deste lugar. É uma das caminhadas mais bonitas que realizamos”, disse ele.

A professora Kassiana Amorim, que acompanhou um grupo de 60 alunos do curso de Pedagogia da Faculdade Sequencial reconheceu o momento como fundamental para integração de história e fé. “Conhecer a cultura da nossa cidade é fundamental. Mas hoje tivemos ainda uma vivência histórica e que também fortalece a nossa fé. É uma forma diferente de viver a religiosidade no local onde moramos”.

Motivo que também atraiu o aposentado Renato Lisboa de Santana. “Hoje tivemos um encontro entre fé e a história da nossa cidade. Muitos detalhes que precisam e devem ser conhecidos por todos”, completou.

 

Comemoração

            Já neste sábado (16 de setembro) duas novas visitas estão programadas, também para comemorar os 370 Anos do Santuário. Desta vez, além das igrejas estarão abertas as instalações da Faculdade de Direito.

            Elas ocorrem às 9h e às 13h30, com inscrições na Secretaria do Santuário: (11) 3291-2400.

Já às 16 horas a Orquestra Arte Barroca apresenta um concerto de música erudita, com destaque para Clássicos em seu repertório, tudo gratuito. Enquanto no domingo, dia 17, uma missa irá festejar essa história, com destaque para a Solenidade da Impressão das Chagas de São Francisco e os 370 anos de fundação do Convento e Santuário São Francisco.

 

Serviço

16 de Setembro - Sábado

·         9h e 13h30: Visitas Monitoradas pelas Igrejas e Faculdade de Direito

·         16h horas: Concerto de Música Erudita, com a Orquestra Arte Barroca

17 de Setembro – Domingo

·         9 horas: Oração das Laudes Festivas na Igreja de São Francisco das Chagas

·         10h30: Missa Solene presidida pelo cardeal Dom Odilo Pedro Scherer;

Lançamento do Livro: “Convento e Santuário São Francisco - 370 anos de História, Acolhida e Fé no Coração de São Paulo”;

Inauguração da nova pintura da fachada

 



"Santuário relembra momentos da vida de Dom Evaristo Arns"

 14/09/2017 17:31:32


Convento franciscano recebeu grupo de quase 50 pessoas para uma roda de conversa sobre o “cardeal dos pobres”

 

A roda de cadeiras dispostas no Salão São Dâmaso, no Santuário São Francisco, foi ficando maior conforme o relógio se aproximava das 16h30, horário marcado para iniciar uma das atividades propostas para setembro, mês em que essa grande casa franciscana completa 370 anos. O formato circular tinha um propósito: tornar o ambiente acolhedor o suficiente para que fosse um encontro  entre amigos.

E assim foi. No último sábado (02), um dia após a abertura da exposição fotográfica que homenageia o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns,  pessoas que conviveram com ele se dispuseram a contar, numa roda de conversa, um pouco mais sobre sua trajetória junto aos mais necessitados, o que lhe rendeu o apelido de “cardeal dos pobres”, e também sobre sua forte atuação pelos direitos humanos, especialmente no período da ditadura.

Ao todo, quase 50 pessoas participaram do encontro, entre eles: Paulo Petrini, coordenador da Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo; Maria Célia Rossi, militante do Movimento Popular de Saúde; Padre João Drexel, missionário oblato de Maria Imaculada; Irmã Maria José Mendes, provincial das Irmãs Franciscanas da Ação Pastoral; e Belisário dos Santos Junior, membro da Comissão de Justiça e Paz.

 

Depoimentos emocionados

Logo no início, o pároco e reitor do Santuário São Francisco, Frei Alvaci Mendes da Luz (OFM), agradeceu a presença de todos e lembrou o fato de que Dom Paulo tinha formação franciscana e, por isso, não havia melhor lugar para lembrá-lo do que na casa franciscana mais antiga de São Paulo. “É uma feliz coincidência que estejamos celebrando o aniversário de 370 anos e, como parte disso, relembrando também a história de Dom Paulo, que sempre teve muito carinho por esse espaço e nunca esqueceu suas origens franciscanas”, comentou Frei Alvaci. 

Pouco a pouco, cada um dos amigos de Dom Paulo começou a se pronunciar. Lembraram de como o conheceram pessoalmente, dos episódios mais marcantes que tiveram com ele, bem como destacaram alguns grandes momentos de sua trajetória religiosa.

O advogado Belisário dos Santos Júnior, por exemplo, que conduziu a defesa de diversos presos políticos durante a ditadura, enfatizou a influência positiva de Dom Paulo na intermediação de conflitos com os militares. Para exemplificar, citou uma visita do religioso ao Paraguai. “Ele pediu a liberdade de militantes que estavam presos em Assunção e o exército o atendeu”, contou Belisário. “Depois disso, costumávamos brincar que ele era o ‘cardeal habeas corpus’, pois soltava presos até no Paraguai”, relembrou.

Outro depoimento que chamou a atenção foi do jornalista Ricardo Carvalho, que se mostrou contente ao ver um grupo de adolescentes presente no encontro. “É muito bom ver rostos jovens num encontro como esse, pois estamos reunidos para falar do passado, mas também pensando no futuro”, ressaltou. Conhecedor da vida de Dom Paulo, Carvalho presenteou os dois adolescentes mais novos do grupo com o livro “O cardeal e o repórter”, obra que conta histórias que o jornalista viveu com ele. Além disso, adiantou que está produzindo um documentário chamado “Esperança: as muitas vidas de Dom Paulo”, previsto para estrear ainda no final deste ano.

 

Os caminhos de Dom Evaristo Arns em São Paulo

Ainda como forma de homenagear o cardeal que se tornou símbolo da luta por justiça social e resistência à opressão política, o Santuário São Francisco sedia até o dia 4 de outubro a exposição fotográfica “Os caminhos de Dom Evaristo Arns em São Paulo”, que reúne mais de 90 fotografias, feitas entre 1980 e 2016. As imagens, registradas pelo fotógrafo Douglas Mansur, retratam momentos importantes da Igreja Católica sob a ótica humana de Dom Paulo, falecido no ano passado.



"Exposição fotográfica homenageia Dom Paulo Arns"

 11/09/2017 11:53:40


“Os caminhos de Dom Paulo em São Paulo” é o título da exposição fotográfica de Douglas Mansur, em homenagem aos 95 anos do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, falecido em dezembro do ano passado. São  95 fotografias, feitas entre 1980 e 2016, que retratam momentos importantes da  Igreja Católica, sob a ótica humana e progressista do chamado “cardeal dos pobres”.

A abertura da exposição será no próximo dia 1 de setembro, às 12 horas. Já no sábado, dia 2, também no Santuário, às 16h30, acontece uma roda de conversa sobre a trajetória de Dom Paulo. Estarão presentes Margarida Genevois – ex-presidente da Comissão de Justiça e Paz, Antônio Carlos Fester – membro da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Paulo Petrini – coordenador da Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo, Celia Rossi – militante do Movimento Popular de Saúde, Padre João Drexel – missionário oblato de Maria Imaculada, Irmã Maria José Mendes – provincial das Irmãs Franciscanas da Ação Pastoral e Belisário dos Santos Junior – membro da Comissão de Justiça e Paz.

 

O fotógrafo

Desde o início da década de 1980, Douglas Mansur registra imagens dos movimentos sociais, das Comunidades Eclesiais de Base, da hierarquia da Igreja Católica, da caminhada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e do sindicalismo brasileiro. Ele detém um riquíssimo acervo, com imagens de importantes acontecimentos das lutas  sociais e políticas do Brasil.

Mansur explica: “Fotografar é eternizar os momentos para que as próximas gerações possam sentir, olhar e aprender  com eles o que hoje estamos construindo”.  Foi com esse objetivo que ele preparou a homenagem a Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal que se tornou símbolo da luta por justiça social, resistência à opressão política e de respeito e valorização à vida e à dignidade humana.

A exposição de Douglas Mansur é uma emocionante homenagem e também um alerta para que nós não esqueçamos o passado,  pois nele há  lições importantes que nos ajudam a  traçar  no presente o rumo de um futuro melhor.

 

Serviço

Exposição “Cores da Fé”

Visitação até 4 de outubro



"Cores da Fé, o Santuário na visão de Edu das Águas"

 11/09/2017 11:52:27


Já são 60 anos dedicados à pintura. Eduardo Marques de Jesus ganhou o apelido graças à paixão por pintar os rios onde, no seu entorno as cidades se formaram. Seu olhar apurado já esteve diante do rio Hudson, em Nova Iorque, do Tâmisa, em Londres, do Singapura, e também realizou o sonho, em 2010, de eternizar na tela o rio Jordão, em Israel. Mas nada se compara à infinita coletânea que nasceu diante do criticado, esquecido e maltratado rio Tietê, aqui mesmo em São Paulo.

Edu atuou ainda como ilustrador, diretor de arte e chefe de criação em grandes agências de publicidade. Palestrou em workshops. Ganhou prêmios, como a Medalha de Ouro da Marinha Brasileira pela sua trajetória junto aos rios. Seus trabalhos já percorreram o mundo, com exposições em amostras coletivas e individuais.

Maria Betânia, Milton Nascimento e o craque Pelé, além de muitos anônimos. Flores, a beleza pura do Pantanal e várias praias. Tudo em seus quadros. Mas, ultimamente, nada lhe chama mais a atenção que sua rica e suntuosa cidade, São Paulo. E foi assim, em busca de novos ângulos, que se permitiu encantar pela riqueza do Convento e Santuário São Francisco de Assis.

Dessa forma, ao completar 370 anos, esta casa franciscana ganha um presente, compartilhando também com os fiéis que aqui se dirigem as riquezas desse trabalho que não se limita a apresentar paredes, mas uma história viva de acolhida e fé.

 

Serviço

Exposição “Cores da Fé”

Visitação até 4 de outubro



"Santuário renova fachada para aniversário de 370 anos"

 11/09/2017 11:26:10


Reforma feita a partir da ajuda dos fiéis trouxe novas cores a um dos prédios mais antigos da capital paulista

 

Até a penúltima semana de agosto, quem chegava ao Santuário São Francisco se deparava com uma enorme estrutura de aço montada bem em frente à igreja. Isso porque, em preparação para grande festa do aniversário de 370 anos da casa franciscana, comemorado em 17 de setembro, foi elaborado um projeto de melhorias que incluiu a pintura da fachada. O último procedimento desse tipo aconteceu há mais de 10 anos, quando a igreja foi restaurada.

Conforme o pároco e reitor do Convento e Santuário São Francisco, Frei Alvaci Mendes da Luz (OFM), a reforma vai muito além da estética. “Não é uma questão de beleza externa, mas de conservar um patrimônio histórico e continuar acreditando nessa obra franciscana, construída a muitas mãos e por mais de três séculos”, afirma. Atendendo às normas, uma nova rampa foi instalada na entrada, com intuito de garantir que todos tenham fácil acesso, não apenas os cadeirantes, mas também idosos e demais pessoas com mobilidade reduzida.

As obras foram iniciadas em março, após uma campanha de arrecadação para arcar com os custos. “Por ser um imóvel tombado pelo patrimônio histórico, todo o processo acaba sendo mais burocrático e caro. Felizmente, com a ajuda de doações, a reforma ficou pronta a tempo da festa de 370 anos do Santuário e será mais um motivo para comemorarmos junto à comunidade”, ressalta Frei Alvaci.

 

Comemoração dos 370 anos de história no coração de São Paulo

Localizado no Largo São Francisco, na região central da capital paulista, o Convento e Santuário São Francisco foi inaugurado oficialmente em 17 de setembro de 1647. Para celebrar esses anos todos de história, uma grande programação está prevista para o mês de setembro. Haverá caminhada noturna com visita monitorada pelas dependências do Santuário, concerto da Orquestra Arte-Barroca, apresentação de um grupo de flauta, lançamento de uma nova edição do livro que conta a história do Santuário São Francisco, entre outras atividades. Os destaques são duas exposições gratuitas que estarão abertas ao público durante todo o mês.

A mostra “Cores da Fé”, que será aberta ao público em 1º de setembro, às 12 horas, poderá ser visitada até 4 de outubro. Composta por pinturas feitas pelo artista plástico Eduardo Marques de Jesus, mais conhecido como “Edu das Águas” por sempre retratar rios em seus trabalhos, os quadros retratam ambientes externos e internos do Santuário.

A partir do dia 1º, o público também poderá visitar “Os caminhos de Dom Paulo em São Paulo” – título da exposição fotográfica de Douglas Mansur, em homenagem aos 95 anos do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, falecido em dezembro do ano passado. Ao todo, são 95 fotografias, feitas entre 1980 e 2016, que mostram momentos importantes da vida do cardeal que se tornou símbolo da luta por justiça social, resistência à opressão política e de respeito e valorização à vida e à dignidade humana.



 

Convento e Santuário São Francisco

Atualmente, 18 frades vivem no Convento e Santuário São Francisco e se revezam em diversos serviços e trabalhos pastorais, tais como atendimento de confissões, celebrações eucarísticas, aconselhamento espiritual, acompanhamento vocacional, bem como no cuidado e no acolhimento dispensado à população de rua e na busca por justiça social.



"Santa Clara, a “dama da pobreza”"

 08/08/2017 09:30:37


A próxima sexta-feira, 11 de Agosto, será de festa para a Família Franciscana. É dia de Santa Clara de Assis, uma das Santas mais amadas, que viveu no século XIII, contemporânea de São Francisco.

A história nos diz que o Papa Gregório IX escreveu as primeiras orientações para as mulheres da comunidade de Santa Clara. Mas depois Clara tomou as coisas em suas próprias mãos.

Na verdade, os historiadores católicos consideram Santa Clara a primeira mulher a escrever uma regra, ou um conjunto de diretrizes, para a sua comunidade religiosa. Numa época em que a maioria das comunidades religiosas vivia de acordo com regras escritas por homens, a decisão de Clara de compor uma regra para sua própria comunidade foi um gesto ousado.

São João Paulo II, falando  às Clarissas do Protomonastério de Santa Clara, falou da importância da vida contemplativa das Clarissas. “Não sabeis vós, escondidas, desconhecidas, quanto sois importantes para a vida da Igreja: quantos problemas, quantas coisas dependem de vós. É necessário a redescoberta daquele carisma, daquela vocação. Faz-se mister a redescoberta da legenda divina de Francisco e Clara”.

Para celebrar a data dedicada a esta querida santa franciscana, o Santuário São Francisco preparou um tríduo, e todas as missas celebradas em 11 de Agosto, no nosso Santuário, serão em honra à "Dama da Pobreza", como ficou conhecida.

 

Celebre conosco!

8 a 10 de Agosto – Tríduo de Santa Clara

·         15 horas – Missa: pregador Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM

1º dia: Santa Clara Franciscana

2º dia: Santa Clara Mulher

3º dia: Santa Clara esposa de Jesus Cristo

 

11 de Agosto – Festa de Santa Clara

·         Missas Solenes durante todo o dia: 07h30, 10h30, 12h, 15h e 18h

·         10h30: Celebração do Jubileu de 190 Anos de fundação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco



"Porta Aberta celebra 47 anos de atividades"

 31/07/2017 12:20:00


O último sábado de julho (29) foi de festa para os voluntários da Pastoral Porta Aberta. Durante a missa das 12 horas puderam celebrar os 47 anos de atividades do grupo que nasceu, precisamente, em 20 de julho de 1970, por iniciativa de Frei Edgard Weist (falecido recentemente) e um grupo de pessoas.

Considerado pioneiro na América do Sul, a Porta Aberta é uma obra social que funciona nas dependências do Convento e Santuário São Francisco, com plantões de terça a domingo, com seus voluntários à disposição para ouvir quem ali se dirige para um desabafo, uma simples conversa e receber também palavras de acolhimento.

“Meu pai, Décio José Ohl, foi um dos precursores deste grupo. Hoje me sinto honrada em dar continuidade a esse trabalho de escuta e apoio a quem vem até nós para compartilhar seus problemas e angústias”, fala Eliane Ohl que integra a equipe formada por mais 11 plantonistas.

“Muitas vezes nem falamos nada e a pessoa que chega até nós sai agradecendo. Pois oferecemos o que ela precisava: ser ouvida”, completa.

 

Saber ouvir

            A Porta Aberta funciona de forma totalmente gratuita.

            Pessoas das mais variadas profissões, como pedagogos, psicólogos, advogados e donas de casa, se revezavam nos plantões de atendimento pessoal. Para isso, seguem um código de ética onde constam várias orientações de conduta para os voluntários.

            Esse código define que os atendentes não devem aceitar nenhum caso profissionalmente, nem fazer promoção política. É necessário ser discreto e manter o sigilo em relação aos casos que se atende, assim como ater-se aos limites de sua vivência e capacidade, não fazendo diagnóstico ou análises técnicas quando o voluntário não tem formação profissional para tanto.

            Outra orientação é atuar mais no campo do testemunho que do conselho: “não importa tanto o diagnóstico, mas a vivência e a segurança que a pessoa vê estampada em nós”. A função principal do programa desde o início foi saber ouvir, oferecendo aos que procuram a Porta Aberta a amizade que muitas vezes, não se encontra em serviços profissionais.

            Hoje apesar de uma significativa redução dos atendimentos em relação ao período de fundação, a Porta Aberta continua prestando este importante serviço social. Atualmente, os principais problemas apresentados pelos que procuram o programa referem-se a questões ligadas à família. Nossa função maior é ouvir, fazer com que as pessoas encontrem carinho e, assim, descubram seus próprios caminhos e respostas.

 

Atendimentos

3ª feira: 9h às 15h

4ª feira: 10h às 12h e 13h às 17h

5ª feira: 9h às 13h

6ª feira: 11h às15h

Sábado: 9h às 11h

Domingo: 10h às 12h (1º e 2º), 11h às 13h (3º), e 9h às 11 (4º)



"Adultos do Catecumenato recebem Batismo e Eucaristia neste domingo"

 28/07/2017 12:33:44


O próximo domingo, 30 de julho, será marcante para a vida de alguns adultos que durante este mês de julho participaram do curso intensivo de catequese, também chamado de catecumenato, oferecido pelo Santuário São Francisco.

Com 22 participantes, cinco deles serão batizados na missa das 10h30, enquanto 14 recebem a Primeira Eucaristia. Já no final do ano, conforme agenda de Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, será a vez daqueles que serão crismados.

O catecumenato tem como principal objetivo proporcionar uma preparação para esses sacramentos para pessoas que já ultrapassaram a idade média das turmas tradicionais de catequese.

“É um desafio do tempo presente. Muitos já possuem uma vivência na fé católica e buscam se aprofundar e seguir, mais do que uma tradição, um modelo de vida com o desejo de servir ao Senhor Deus em sua vida particular, familiar, comunitária e social”, explica frei Jhones Lucas Martins, OFM, responsável pela formação do grupo.

Aluno do 1º ano de Teologia, frei Jhones esclarece que a responsabilidade daqueles que aceitam trilhar esse caminho só aumenta. “Sacramento não é mágica ou certificado, mas implica em mudança e exemplo de vida, em todas as dimensões”, completa.

Durante os encontros, realizados nestas quatro semanas, de segunda à sexta, e sempre à noite, os participantes puderem se aprofundar na figura de Jesus, seus ensinamentos, o que é a Bíblia, a missa, além de muito conversarem sobre espiritualidade, mandamentos da Igreja e como o cristão católico deve se portar.

Michelle Neves, catequista que durante o ano já acompanha os adultos nessa formação, também colaborou nesse trabalho intensivo, e se mostra surpresa com os resultados. “Tivemos aqui pessoas que vieram até de outras cidades da região. Vieram inquietos, cheios de dúvidas, mas sei que sairão repletos da certeza de que esse caminho é para todos, não importa o momento em que essa decisão foi tomada”.

Prova disso é Maria Anita Esteves Damy. Aos 68 anos vive a expectativa de receber o Sacramento do Crisma. “Por diversas situações deixei passar, e até achei que isso nem mais seria possível. Mas foi na missa de 7º dia de falecimento da minha mãe, aqui no Santuário, que ouvi o recado e tomei a decisão”, conta.

Hoje ela já se sente diferente, e mais completa. “Tive um reavivamento da minha fé. Várias dúvidas foram esclarecidas e saio daqui com a certeza de que a Igreja de Cristo não é punitiva, mas sim acolhedora e todo amor”.

Única católica de sua família, Fernanda Cristina Dantas Puzoni tem 18 anos, e veio de Poá para o curso. Ela já fala em fazer a consagração à Nossa Senhora. “Mas eu precisava dos sacramentos para viver essa fé de forma ainda mais intensa”. De férias na faculdade, não pensou duas vezes quando soube desses encontros. E no sábado, já participará da confissão, junto aos demais, pronta para ser batizada e, pela primeira vez, receber o Cristo em Eucaristia.



"Ministros da Comunhão do Santuário recebem mandato"

 27/07/2017 17:08:52


Em missa na Igreja de São Gonçalo, na Praça João Mendes, na noite do último dia 5 de julho, Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, conferiu o mandato a novos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (Mesc) e renovou o de antigos Ministros, pelo período de três anos.

Agentes do Convento e Santuário São Francisco estiveram presentes e ouviram, durante a homília que todos os Mesc “são bem-aventurados, pois foram chamados por Deus para serem protagonistas das Bem-aventuranças”, segundo as palavras de Dom Eduardo. Ele também lembrou que cada Ministro “é chamado a ser um promotor da paz, da justiça, da misericórdia e do amor de Deus”. Falou, ainda, que ser ministro não é apenas servir o altar, mas estar a serviço de todos os que precisam de uma palavra amiga; e pediu que “todos procurem caminhar unidos com seus párocos e vigários” e “ir ao encontro de todos os que sofrem”.

Atualmente o Convento e Santuário São Francisco conta com 20 ministros, já incluindo os novos membros: Armandina, Eloisa, Elce, Felipe, Luiz Carlos, Mônica, Maria José e Marcela, que professaram diante de Dom Eduardo o seu compromisso de servir a Deus.

O ministro Valter Ulbriecht, que coordena o grupo, falou da emoção do momento e da grande responsabilidade que carregam. “Somos aqueles que levam o Cristo vivo a todos. Tem que ter muita responsabilidade, carinho, amor e devoção. Se a gente não tem amor no coração, não vamos levar Jesus Cristo, que é amor, para os que vêm procurar amor na Casa do Pai”, afirmou.

Também participaram da celebração Frei Guido Moacir Scheidt, OFM - vigário paroquial do Santuário, e ainda Frei Douglas Monteiro da Silva, OFM.

 

 



"Santuário recebe apresentação de Música Erudita"

 27/07/2017 17:06:46


Nesta terça-feira, 20 de junho, a partir das 13 horas, o Santuário São Francisco recebe mais uma apresentação do projeto “Sons das Igrejas do Centro”, promovido pelo Sesc Carmo com objetivo de democratizar o acesso à música erudita e evidenciar o patrimônio histórico de São Paulo.

A apresentação é gratuita, sem necessidade de retirada prévia de ingresso, e com duração aproximada de uma hora. Desta vez, se apresenta a Capela Ultramarina, com um repertório lusitano dos séculos XVI e XVII , com acréscimos de Mira Nero, Marinículas e Venid a Sospirar, como exemplos da música executada no Brasil no mesmo período.

A Capela Ultramarina surgiu em 2000, por ocasião das comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil, com o objetivo de ir de encontro à música feita em Portugal no período da expansão marítima. Na abordagem desse repertório o grupo privilegia as peças escritas sobre textos em língua portuguesa, propondo uma reflexão sobre a formação da identidade cultural brasileira a partir de um de seus traços mais marcantes: o idioma.

Para recriar este repertório, os integrantes do grupo – todos músicos com experiência no que se costuma chamar de interpretação historicamente informada – se servem de réplicas de instrumentos utilizados no período, como as guitarras de cinco ordens, a viola da gamba e vários tipos de flautas doces. A maior parte das composições é proveniente de alguns dos cancioneiros musicais de origem portuguesa localizados até o momento.

Estes cancioneiros – pequenos cadernos manuscritos de autoria anônima, contendo música escrita geralmente a três vozes – são nomeados a partir do local onde foram encontrados: Cancioneiro de Elvas (CME) e Cancioneiro de Paris (CMBP).

 

Ficha Técnica

Regiane Martinez: soprano

Patrícia Nacle: contralto

Fábio Vianna Peres: tenor e guitarra barroca

Marília Macedo: flautas doces

Guilherme de Camargo: guitarra renascentista

 

Programa

Perdi a esperança (CME nº 8 - fls 46v-47 / CMBP nº 10 - fls.9v-10)

Porque me não vês Joana (CME, nº 20 - fls.58v-59)

Bem sei que minha tristura (CMBP, nº 104, fls.103v-104)

Do vosso bem querer (CMBP nº 116, fls.115v-116)

Lágrimas de saudade (CMBP nº 24 - fls.23v-24)

Quem quiser comprar huma vida (CMBP, nº 107, fls.106v-107)

Tarambote para as duas charamelinhas (Mosteiro de Sta. Cruz de Coimbra)

Já não posso ser contente (CMBP nº 105, fls.104v-105)

Na fonte esta Lianor (CMBP, nº 120, fls.119v-120)

Minina dos olhos verdes (CMBP, nº 96, fls.95v-96)

Que he o que vejo (CME, nº 32 - fls.70v-71)

Venid a sospirar (CME, com poema de José de Anchieta)

Mira Nero (Mateo Flecha, com poema de José de Acnhieta)

Mariçapalos / Marinícolas (anônimo ibérico com poema de Gregório de Matos)

Não tragais borzeguis pretos (CMBP, nº 130, fls.129v-130)

 

Serviço

Concerto com Capela Ultramarina

Santuário São Francisco

Largo São Francisco, 133 - centro

Terça, 20 de junho – 13 horas

Entrada franca

 



"Guias fazem tour no Santuário para divulgar aos turistas"

 27/07/2017 17:03:03


Frei Alvaci, atual pároco e reitor, direcionou a visita, retratando curiosidades históricas que fazem parte da formação do povo cristão da capital

 

Pouca coisa sobrou do incêndio de 1880. O fogo apenas não consumiu as paredes, resistentes e feitas em taipa de pilão, e as imagens de São Francisco e de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, ambas do século XVII.

Este foi um dos fatos apresentados na manhã da última sexta-feira, 31 de março, quando um grupo de nove guias de turismo esteve em visita pelo Santuário de São Francisco, localizado na região central de São Paulo. Recebidos pelo pároco e reitor, Frei Alvaci Mendes da Luz, conheceram relatos que unem história, arquitetura e fé.

“Nosso objetivo é nos aprofundar nestes acontecimentos cada vez mais, uma vez que nossa cidade sempre atrai turistas, principalmente vindos de outros países. Muitos se interessam pela arquitetura. Mas há também aqueles que são atraídos pela riqueza das construções associada às histórias que carregam. E as igrejas católicas, pelo papel na formação da sociedade, são o foco principal destas visitas”, relata o guia Sérgio, um dos líderes do grupo.

Por quase três horas Frei Alvaci dedicou-se a explicar desde a história do convento, que neste 2017 completa 370 anos de fundação, citando a “doação” do antigo convento para a criação da Faculdade de Direito, a construção da Igreja de São Francisco das Chagas, numa iniciativa dos leigos da Ordem Terceira, até mesmo as ações hoje desenvolvidas pelas diversas pastorais presentes na paróquia.

“Os relatos históricos nos mostram que esta casa sempre foi referência de apoio à comunidade mais carente. Ao fundo, onde hoje está a estrutura do convento, os frades tinham pomares e criavam animais. Tudo isso era repartido com os mais humildes. Era a chamada ‘Porta dos Pobres’, serviço que não deixou de acontecer com o passar dos anos”, contou o frei.

Atualmente os frades, com apoio da Prefeitura de São Paulo - que colabora com o alimento, atende 300 moradores de rua, todos os dias para o almoço. O chá da tarde e o banho completam essa ação de acolhida, estendida a outros pontos da cidade através do SEFRAS – Serviço Franciscano de Solidariedade, cujas atividades também envolvem crianças em situação de vulnerabilidade, acolhida aos imigrantes, entre outras ações.

 

História, avanços e fé

Até 1940 o prédio da igreja era apenas conventual, embora sempre aberto à comunidade, conforme o carisma dos franciscanos. Foi apenas em 1940, com o crescimento da comunidade ao seu redor, que veio a elevação à paróquia. Já em 1997, por ato do então cardeal da Arquidiocese de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, o então Convento e Paróquia foi elevado a Santuário.

A visita, que passou também pela Igreja de São Francisco das Chagas e seus interiores – incluindo o museu e o mausoléu onde estão sepultados antigos fieis, trouxe fatos também da vida de São Francisco, desde a impressão das chagas em suas mãos até sua ligação com os animais.

“O título de Francisco como patrono dos animais é uma devoção que tem força maior no Brasil. A base disso está no fato dele ser considerado o Santo Universal, aquele que pensava em todas as criaturas como fruto da ação de Deus, e também por ele ter composto o ‘cântico das criaturas’, que é considerada a primeira poesia em língua italiana. Mas soma-se a isso o episódio em que ele pregou aos pássaros e acalmou um lobo. Em 1980, o papa João Paulo II o declara Patrono Mundial da Ecologia”, explicou Frei Alvaci.

Pequenos detalhes da vida de Santo Antônio de Sant´Ana Galvão (Frei Galvão), que morou no convento por 60 anos, também foram lembrados, da mesma forma que os pães, feito pelos frades e vendidos na porta da igreja. Aliás, no final da visita, este foi o ponto de dispersão, com os guias comprando os pães e já entusiasmados em voltar com o primeiro grupo de turistas.

 



"Santuário é destaque em jornal do Metrô"

 27/07/2017 16:59:47


A edição do jornal Metrô News desta segunda-feira, 10 de abril, apresentou o Santuário São Francisco em uma de suas notícias. No texto, é destacado o trabalho que o artista paulistano, Edu das Águas, acabou de concluir em uma das paredes internas do prédio, retratando a fachada do Santuário.

Segundo a reportagem, ele foi convidado pelo atual pároco e reitor do Santuário São Francisco, Frei Alvaci Mendes da Luz, para aproveitar um espaço cuja parede já apresentava uma moldura.

Porém, a obra se tornou um desafio contra o tempo. Segundo o artista, o tempo ideal para concluir o afresco seria de três meses. Mas a abertura de uma exposição de fotos, que vai ocorrer em breve no Santuário, fez com que o pintor concluísse o trabalho em 15 dias. “Trabalhei, em média, sete horas por dia em pé. Parava trinta minutos para fazer um lanche”, relatou ele ao jornal que é distribuído diariamente, e gratuitamente, nas estações de metrô de São Paulo.

A exposição citada será inaugurada no próximo domingo, 16 de abril – Festa da Páscoa. Intitulada “Convento e Santuário São Francisco, um olhar sobre a nossa história – 370 anos”, serão apresentadas fotografias que retratam os vários momentos do lugar. O evento tem entrada gratuita, com ato solene após a missa das 10h30.

 

Edu das Água

Uma segunda exposição também está programada para este ano. Com abertura prevista para 17 de setembro, quando o Santuário completa 370 anos. Desta vez os visitantes poderão conferir quadros, também de autoria de Edu das Águas, retratando os pontos mais simbólicos e significativos do prédio, e que também estarão à venda.



"Vamos deixar o Santuário São Francisco mais bonito!"

 27/07/2017 16:55:00


Palavra do Pároco

Vamos deixar o Santuário São Francisco mais bonito!

Estamos iniciando mais um mês, este de forma especial é o mês das mães e daquela que é a Mãe de todos nós: Maria Santíssima. Aliás, no dia 13 de maio celebramos o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, e este é sem dúvida um motivo para nos alegrarmos. A "Virgem feita Igreja", como dizia Francisco, continua a se manifestar aos seus filhos.

Gostaria então, de aproveitar e fazer a você um convite especial: como você já sabe, neste ano, nossa igreja e convento completam 370 anos no dia 17 de setembro. Convidamos o cardeal Dom Odilo para celebrar conosco, e ele já confirmou presença.

Contudo, gostaríamos de deixar a igreja mais bonita até a festa e para isso pretendemos pintar a fachada e o adro de entrada.

Os andaimes já foram montados, agora iremos levantar, com a ajuda de vocês, os recursos.

Só para você ter uma ideia, nossa igreja foi pintada pela última vez em 2008 nos trabalhos de restauro. Desde lá não houve mais pinturas, mesmo porque é muito caro e muito burocrático por se tratar de um imóvel tombado pelo patrimônio histórico.

Caso você queria nos ajudar, em nosso site você encontrará o modo como fazer. Ou então, fale diretamente conosco!

Escolha a opção que caiba dentro de suas condições. Pintar uma igreja como essa é manter viva uma história que já dura 370 anos no coração da cidade de São Paulo.

Eu, em nome de todos os freis que vivem neste convento e santuário, agradeço o empenho e ajuda de cada um. Que São Francisco e Santa Clara os abençoem e recompensem e que nossa Mãe Maria, neste mês dedicado a ela, os cubra com seu manto santo.

Muito obrigado por tudo.

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM
Pároco e reitor do Santuário São Francisco


Como posso colaborar?


Via depósito bancário, doação espontânea
diretamente na secretaria paroquial ou via 
carnê de contribuição mensal.

Para aqueles que preferirem realizar a colaboração via Banco, poderá realizar no:


Banco: Bradesco
Agência: 200
Conta Corrente: 5811-4
Titular: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil.

 

Desde já agradecemos a sua ajuda e com ela esta casa de acolhimento a visitantes e fiéis poderá continuar mais séculos evangelizando e levando a Paz e o Bem!





"Um olhar sobre a Nossa História – 370 anos de fundação"

 27/07/2017 16:49:52


Moacir Beggo

 

O Convento e Santuário São Francisco celebra neste ano, no dia 17 de setembro, 370 anos de sua fundação. Para resgatar essa história está exibindo nos seus corredores a Exposição Fotográfica “Convento e Santuário São Francisco: Um olhar sobre a Nossa História – 370 anos”.

“A ideia de se montar uma exposição com fotografias surgiu durante a reunião da Pastoral da Comunicação no início do ano. Queríamos contar a história dos 370 anos desta casa em fotografias. Sabíamos que era difícil porque os primeiros anos não constam de registros fotográficos, contudo, aceitamos o desafio”, conta Frei Alvaci Mendes da Luz, pároco e reitor da Paróquia e Santuário São Francisco.

Composta por 182 fotos, ao longo de 21 painéis com textos e orações, a autora Ana Lúcia Armigliato conta a história a partir de 1585 até os dias de hoje. “O resultado é uma exposição leve e envolvente, que leva o visitante a um passeio pela presença franciscana não só em São Paulo, mas no Brasil como um todo, haja vista que a história começa com a fundação da primeira Província Franciscana do Brasil, na cidade de Olinda, e segue até a chegada dos primeiros franciscanos em São Paulo, terminando com fotos do dia a dia desta igreja e suas festas”, acrescenta o frade.


 

A fotografia permite isso. Você pode contar e viajar pelas fotos, basta criar uma unicidade entre elas, o que consegui através do tratamento das imagens – preto e branco antigo. Criei, então, uma linha do tempo, dividi os painéis em períodos históricos e segui assim até o final. Se o observador notar, os painéis seguem um padrão em quantidade de fotos e datas. Isso foi pensado para não se tornar algo cansativo”, explica Ana Lúcia, que trabalha na Pastoral da Comunicação.

A história franciscana em São Paulo, contudo, começa quando a caravana dos sete fundadores embarca no Rio de Janeiro em 18 de dezembro de 1639 e chega a São Paulo no dia 5 de janeiro de 1640, indo residir numa casa em frente à dita Ermida de Santo Antônio, hoje a atual Praça do Patriarca. Junto com eles, o Custódio Frei Manuel de Santa Maria que voltava a São Paulo, obteve antes as necessárias licenças para a fundação da residência, tanto da autoridade civil como da religiosa. O local onde estava a Ermida não era bom para se construir o Convento. Não somente faltava a água, mas também se encontrava muito exposto à inclemência do tempo no terreno que hoje é o Vale do Anhangabaú.

O novo terreno foi doado em 1642, “com oitenta braças de chão e três fontes de água (“embora o rio Anhangabaú que passava nos fundos causasse alguns prejuízos na época das chuvas”), e a construção do novo convento teve início imediato. Quatro anos depois, no dia 17 de setembro de 1647, na Festa das Chagas de São Francisco, era inaugurada a nova residência franciscana. Era o maior convento de todos construídos até aquela época, com um andar superior. Imponente era o seu claustro, cujos cinco arcos estavam sobre grossas pilastras. Essas linhas deram origem às famosas arcadas do prédio atual da Faculdade de Direito.







Segundo Ana Lúcia, nesta mostra o histórico não existe sem o religioso e vice-versa. “A ideia é remeter à oração enquanto se caminha pela história. Dessa maneira, sempre a cada sequência de painéis há o elemento humano, em seu momento devocional ao lado de orações escritas: São Francisco, São José, Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Santo Antônio, Santa Clara e Frei Galvão (dando destaque para a época em que esse último morou no Convento)”, observa.



“Vale a pena visitar esta exposição e conhecer melhor este Convento e Santuário que fazem parte da história da cidade de São Paulo. Tenho certeza que o visitante sairá mais apaixonado por este ‘pedacinho’ de chão que continua sendo lugar de acolhida, de graça, de preces, de Paz e Bem”, convida Frei Alvaci.






Nesses 370 anos, muitos foram os benfeitores do Convento e Ana Lúcia não esqueceu deles. “O últimos painéis são dedicados a elas”, completa.




CAMPANHA PEDE DOAÇÕES PARA PINTURA DA FACHADA DA IGREJA

Para festejar esta data, o Santuário e Convento São Francisco iniciou a pintura da sua fachada e pede doações para completar o investimento de R$ 120 mil reais.

Essa colaboração pode ser feita:

Via depósito bancário, doação espontânea diretamente na secretaria ou via

carnê de contribuição mensal. Para aqueles que preferirem realizar a colaboração via Banco, poderá fazer no:

Banco: Bradesco

Agência: 200

Conta Corrente: 5811-4

Titular: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil.





"Ele não está aqui...Ressuscitou como havia dito!"

 27/07/2017 16:15:47


Meus caros amigos, confrades, benfeitores, dizimistas, pastorais e movimentos desta igreja, povo querido de Deus.

Paz e Bem!

Passamos quarenta dias seguindo passo a passo as celebrações que nos trariam até este momento, tudo pensado e preparado com carinho para que a alma e o coração pudessem gritar: glórias, aleluias, Ele vive. Recordamos, rezamos, nos confessamos, participamos das via-sacras, das orações devocionais, de uma série de ritos e procissões, que nos fazem cada dia, sempre de novo, recordar nossa fé e nossa caminhada rumo ao céu.
Quando fui preparar esta homilia, fiquei pensando o que poderia dizer de novidade, algo que ainda não tivesse sido tido, ou relembrar algo esquecido, que as vezes fica lá no fundo da memória. Não encontrei algo que pudesse ser maior ou diferente da grande novidade dita já há mais de dois mil anos. Aliás, a grande novidade desta noite, é aquele Boa Nova repetida em toda Páscoa, a cada ano, a cada missa, e que agora vamos continuar repetindo todos os domingos: Ele vive, está vivo, podemos continuar acreditando. A morte não vence, o mal passa, a ressurreição é pra sempre.
Já no começo desta celebração com a proclamação solene da Páscoa e todas as leituras que nos foram feitas, fomos recordando uma história de Salvação construída através de Palavras, de gestos, de entrega e doação de pessoas dedicadas a Deus. Muitos antes de Cristo se tornaram anunciadores Dele e de sua vinda. Aliás, o Pai, preparou tudo desde o inicio dos tempos para um dia nos enviar seu Filho. Tanta coisa feita Dele, por Ele e com Ele. 
 E quando nos deparamos com a vida, como aquelas santas mulheres diante do túmulo vazio, um anjo precisa nos relembrar que “Ele havia dito”. Vocês recordam que Ele havia dito, perguntou o anjo? “Eu ressuscitarei no terceiro dia”...Não tenham medo diz ele, coragem, Ele não está aqui...Ele disse isso. E o que Ele disse se cumpriu. Ninguém havia dito antes, ninguém havia realizado algo parecido. 
Ai então me vem a mente, tantas outras coisas que Ele disse, e que se compriram. E outras tantas que Ele continua dizendo e nós ora comprimos, ora esquecemos ou nos fingimos de surdos. Pra nos refrescar a memória, já que estamos falando de ressurreição e de vida nova, vou apenas lembrar algumas das falas do ressuscitado, que precisam continuar ecoando nos quatros cantos do mundo, nos lugares onde houverem seguidores do Mestre, seguidores do Caminho. 
Disse Jesus: “Bem aventurados os que ouvem a Palavra de Deus e as põe em prática”... É, são felizes de verdade aqueles que conseguem fazer o que ouviram, são radiantes de alegria aqueles que põe a mão na massa, que agem, que lutam.
E disse ainda em relação aos que nos cercam: “Ame seu próximo, como a si mesmo...” “Não julgueis para não serem julgados”... “Ame seus inimigos, faça o bem aqueles que vos odeiam, abençoe os que te amaldiçoam, reze por aqueles que te maltratam”. E quantas vezes esquecemos estas frases! Parece que Ele não disse isso...mas Ele disse.
E mais: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”. Amor tão próximo, mas tão difícil, tão falado, mas tão esquecido. Amai-vos, diz Ele, onde existe amor, existe Deus, e é possível mudança. Amemo-nos para que aqueles que nos vem acreditem no ressuscitado.
Naquela última ceia, depois de lavar os pés dos seus, Ele disse: “Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa”. Dei-vos o exemplo, Ele disse, fez e pediu que fosse feito do mesmo modo.
Enfim, há muitas outras coisas que Ele disse e se cumpriram, não preciso colocar aqui, cito apenas estas frases porque são as que me vieram em mente. Tanta coisa Ele disse e tanta coisa nos disse. Que tal abrir os ouvidos pra escuta-lo de novo, sem medo, com audácia e coragem. Será que é preciso um anjo para nos relembrar isso tudo? Será que nossas missas, nossas orações, nossas procissões e práticas devocionais nos ajudaram a chegar nesta conclusão? Será que a gente acredita nas falas Dele como acredita em sua ressurreição?
O que Ele disse, precisa continuar sendo dito, precisa continuar ecoando num mundo dilacerado por ódio, intrigas, corrupção, perseguição religiosa, intolerância. Precisa continuar sendo sinal de vida, de ressurreição.
Nós cristãos, testemunhos da ressurreição, homens e mulheres diante do túmulo vazio somos os anunciadores de um mundo novo. Mas como? Você poderia me perguntar. Como diante de um país corrupto? Diante de um mundo cheio de ódio? Como diante de crianças e famílias inteiras sendo mortas e perseguidas, tendo que fugir de suas casas e migrar para países distantes? Como diante de uma natureza maltrada e explorada? De águas poluídas e matas devastadas? Como diante de um mundo desses?
Minha resposta a tantas perguntas não poderia ser outra senão aquela dita pelo anjo: Não tenham medo, Ele não está aqui como havia dito. Ele ressuscitou! E se Ele ressuscitou há vida, há esperança, há vitória, é possível. Se de fato acreditamos nesta noite Santa, se de fato acreditamos em Cristo, podemos continuar acreditando num outro mundo possível. Esta é a mensagem da Páscoa, a vida que vence, o mundo que continua e os cristãos que diante de tudo o que veem e ouvem, continuam acreditando naquilo que Ele disse.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Feliz e Abençoada Páscoa !

Frei Alvaci Mendes da Luz
Pároco e Reitor Santuário São Francisco



"Tríduo Pascal: Doação – Paixão – Vida"

 27/07/2017 16:08:13


Mergulhados na infinita bondade de Deus, buscando a conversão do coração como proposta de vida, tentando mudar nossas atitudes e anseios, chegamos mais uma vez às celebrações da Semana Santa, a semana dos cristãos, a semana especial, enfim, a mais significativa das semanas. E toda a liturgia parece nos querer falar de um amor insondável, de um mistério infinito, de uma bondade sem limites. Por que será que toca tanto nossa alma quando relembramos e revivemos os mistérios dos últimos dias do Senhor em nosso meio? Por que a paixão, a dor, o abandono, a solidão, a morte, parecem dizer tanto a nós cristãos? Por que corremos ao encontro daquele que é a Luz que destrói as trevas e elimina o poder da morte?

Gostaria de destacar, aqui, os passos do mistério que vamos celebrar juntos a partir da quinta feira santa, com a missa vespertina, ou seja, a grande celebração da Páscoa dos cristãos, no que chamamos de “Tríduo Pascal”. Entender bem, estes três momentos fortes como uma única e grande celebração da vida é poder entrar definitivamente na comunhão com o Cristo, única e verdadeira Páscoa. Trata-se, portanto, de uma celebração com três momentos distintos, mas integrados. Três faces de um mesmo mistério: a Páscoa.

 

QUINTA-FEIRA SANTA

Dia do mandamento novo; do ministério da doação; do Lava-pés 

Ele, o Mestre, deu testemunho do que dizia, manda amar a todos, ensina que é no lavar os pés: sujos, descalços, pobres, que se identificam os seus seguidores. Que amar aqueles que lhe amam é fácil, mas amar os inimigos, aqueles que comem na mesma mesa sem ser dignos dela, é ser diferente.

Na missa desta tarde-noite, antecipa-se a entrega total na doação eucarística (Última Ceia). Celebramos o amor que se doa, na cruz e na glória. Mergulhamos, portanto, na sublimidade pascal. Tudo nesta Ceia-doação nos leva à descoberta do amor. É nesta missa que se inicia o Tríduo Pascal.

 

SEXTA-FEIRA SANTA

Amor levado ao extremo; entrega; sofrimento; morte 

Nossas igrejas se enchem, choramos aquele que morre na cruz, caminhamos lado a lado com o Senhor Morto. É a sexta-feira da Paixão. Aquele que ontem havia celebrado a Ceia com os seus, mas que havia sido na mesma noite entregue aos “homens deste mundo”, agora jaz no madeiro.

Contudo, e aqui está a beleza da liturgia integrada como única celebração de vida, adoramos o madeiro e o beijamos porque ele, o madeiro da dor, é sinal de glória. Nele adoramos aquele que viverá, que ressurgirá da morte e nos libertará a todos. Identificamo-nos tanto com Ele neste dia que até entendemos que nossas cruzes diárias são parte de nossa humanidade, e que aceitá-las e tentar entendê-las talvez seja um primeiro passo para a vida nova, que todos buscamos. A cruz lembra dor, mas reforça a certeza da vitória.

 

SÁBADO SANTO

Saudade; esperança; vigília; luz; Vitória; Vida Nova

Começamos o Sábado lembrando aquele que jaz no sepulcro. A manhã deste dia ainda é de recolhimento. Mas, fica sempre aquela cepa de certeza, aquele gostinho de esperança que brota do mais profundo da alma.

A tarde chega, a noite cai. É hora da Vigília das Vigílias, como dizia Santo Agostinho, da luz das luzes, do poder da vida sobre a morte. Afinal, ressuscitado e vivo é o nosso Deus. É por isso que esta noite é tão cheia de significados e de símbolos: Liturgia do fogo e da luz; Liturgia da Palavra; Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística. Somos, com Cristo, ressuscitados para uma vida nova; somos banhados na pia batismal como homens novos, porque “ele vive e podemos crer no amanhã”; somos povo que caminha rumo, não mais a terra prometida, mas rumo ao Reino dos céus; enfim, comungamos aquele que é o Senhor ressuscitado, nossa Páscoa.

Tudo deveria refletir em nós a alegria que estamos sentindo. A Igreja, toda, iluminada pela luz do Filho do Deus Vivo, mergulhada no abismo de tão profundo mistério e envolvida com a missão de seu Divino Mestre, deveria cantar a uma só voz o “Aleluia”, guardado para este momento tão sublime. E lembrar que a partir deste momento, somos com Ele, ressuscitados para um mundo novo, alicerçado na paz, na justiça, no amor, na concórdia e na fraternidade, onde a Eucaristia brilha mais intensamente como lugar de partilha, de comunhão verdadeira e de ação. Não podemos esquecer que somos sinais, do Cristo ressuscitado.

O tríduo termina com a oração das vésperas (tarde) do Domingo de Páscoa, que é o domingo dos domingos, como afirma Santo Atanásio, mas não a culminação de um tríduo preparatório, e sim a reafirmação da Vitória, já celebrada na grande Vigília do dia anterior. 

O maior tesouro da liturgia está nestes três dias, nos quais recordamos a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Nosso Senhor. O tríduo pascal é a celebração mais importante na vida da Igreja, na há celebração, em ordem de grandeza que se possa colocar em seu nível. Assim, estes três dias são o centro não só do ciclo da Páscoa como tal, mas também de toda a liturgia e de toda a Igreja.

Que possamos celebrar bem estes dias e que a certeza do Senhor que Vive e Reina, seja a maior das certezas de nossa vida cristã. O mistério pascal que celebramos nos dias do sagrado tríduo é a pauta e o programa que devemos seguir em nossas vidas.

 

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM
Pároco e reitor do Santuário São Francisco


"Convertei-vos e Credes no Evangelho"

 27/07/2017 15:48:19


Caros paroquianos, visitantes, devotos, amigos e amigas deste Santuário.

Paz e Bem!

Meu povo querido de Deus. Que bom poder chegar até vocês através destas linhas. Tantos são os motivos para nos alegrarmos neste ano: 370 anos do Convento e Santuário São Francisco; 300 anos de bênçãos de nossa mãe Aparecida sobre o nosso país; 100 anos da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima. Enfim, temos que muito que a agradecer ao nosso bom Deus por sempre estar do nosso lado.

Estamos na quaresma. Mais uma vez, dentro do calendário católico, chegamos neste tempo forte de oração e reflexão, de penitência e jejum, de caridade e doação. Durante estes quarenta dias vamos juntos refletir, pensar, e sobretudo, estender nossas mãos para aqueles que precisam.

Durante estes 40 dias, realizamos a Campanha da Fraternidade que, ao longo dos anos, tem refletido sobre a vida em todas as suas dimensões e levantado questões que necessitam de maior discernimento. Os temas da CF sempre tocam em assuntos sociais, convidando todos os cristãos e a sociedade em geral para uma séria reflexão sobre o tema e um empenho maior em favor da solidariedade e de realidades mais justas e fraternas ao propor que haja conversão pessoal e social para enfrentar os desafios sociais, econômicos, culturais e até mesmo religiosos.

A Campanha deste ano retoma os temas ecológicos anteriores e tem por objetivo “cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho”. Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15), a CF 2017 pretende à luz da fé, refletir sobre o significado dos desafios apresentados pela situação atual dos biomas e dos povos que neles vivem, abordando as principais iniciativas já existentes para a manutenção de nossa riqueza natural básica e apresentando propostas sobre o que devemos fazer em respeito à criação que Deus nos deu para cultivá-la e guardá-la.

Que São Francisco e Santa Clara, modelos de seres humanos integrados com a criação, nos ajudem e estejam conosco nesta busca de cuidar do que é nosso, ou melhor, do que somos todos nós.

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM
Pároco e reitor do Santuário São Francisco